Sargento admite provas em silvas nos Comandos

Tribunal ouve único instruendo que terminou Prova Zero.

29 de novembro de 2018 às 08:54
Dezanove militares estão a ser julgados pela morte dos jovens Foto: Vítor Chi
Hugo Abreu era natural da ilha da Madeira Foto: Direitos Reservados
Dylan Silva, Ponte de Lima, Alcochete, Hugo Abreu, Hospital Curry Cabral, Lisboa Foto: Direitos Reservados

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Um colega de formação de Dylan Silva e de Hugo Abreu, os dois formandos do curso de comandos mortos em setembro de 2016, admitiu esta quarta-feira em tribunal que os instrutores deram ordens para se atirarem para cima de silvas durante as provas.

O primeiro sargento Rodrigues foi o único instruendo a terminar a Prova Zero, a 4 de setembro de 2016. O militar admitiu que os formadores, alguns deles estão entre os 19 arguidos do processo, ordenaram aos alunos "que se atirassem de costas, ou passassem pelo meio das silvas, durante a prova de corrida".

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O sargento fez parte do grupo de formandos de Hugo Abreu. E ontem recordou "as dificuldades" com que o instruendo fez as provas.

Ricardo Sá Fernandes, advogado das famílias dos dois recrutas mortos, considerou que o depoimento do primeiro sargento Rodrigues "é importante para perceber os factos que conduziram às mortes".

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Recorde-se que para ontem esteve marcada uma inspeção judicial ao Campo de Tiro de Alcochete, local das duas mortes, mas que foi adiada.

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