Sargento Garcia em greve de fome na prisão
O primeiro sargento Joaquim Garcia, da Brigada de Trânsito da GNR, actualmente a cumprir, em Tomar, uma pena de prisão de 12 anos por corrupção e extorsão, a que foi condenado pelo Tribunal de Albufeira, começou ontem a recusar alimentar-se por se considerar injustiçado.
A situação foi confirmada ao CM pela mulher do militar, Marisa Ferreira : “O meu marido está desesperado e vai continuar a não se alimentar por tempo indeterminado. Ele foi condenado por crimes que não cometeu, nomeadamente os de extorsão, com pessoas que nem sequer conhece e que não foram ouvidas em Tribunal. O que ele reivindica é que as mesmas sejam ouvidas, para que a verdade venha ao de cima”, esclareceu.
“Na última visita que lhe fiz ele revelou-me a sua decisão e eu perguntei-lhe se ele tinha pensado bem no assunto. Disse-me que sim, pois, nesta altura, depois de o Supremo ter confirmado a sentença, já não sabe o que fazer para que olhem com objectividade para o seu processo, que teve muitas irregularidades”, adiantou, confessando temer pela saúde do marido.
Marisa Ferreira admitiu que Joaquim Garcia pode ter cometido alguns erros, mas garantiu que o marido sempre negou ter praticado actos de extorsão e frisou que tanto ela, o filho e ainda os pais e outros familiares do sargento “o apoiaram sempre”. “O meu filho, de 11 anos, tem sofrido muito com isto, mas as tentativas que fiz para obter apoio psicológico para ele, até junto da GNR, não obtiveram resultado”, revelou ainda.
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