Pinto da Costa testemunha contra gestão de Villas-Boas

FC Porto foi alvo de uma ação por parte do ex-funcionário Fernando Saul.

01 de agosto de 2024 às 16:41
Pinto da Costa
Fernando Saul Foto: Direitos Reservados

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Fernando Saul, antigo funcionário do Futebol Clube do Porto, intentou uma ação judicial contra o clube. Avançou com uma oposição judicial à cisão da empresa Porto Comercial, por entender que isso o pode impedir de receber o restante valor de indemnização pela sua saída do FC Porto. Em causa está o facto de o clube, através daquela que empresa, ainda dever 79 mil euros a Saul, que é arguido na operação Pretoriano. Foi acordado o valor de 117 mil euros (193 mil antes da dedução de impostos), que seria pago em três tranches. Os azuis e brancos apenas pagaram uma delas e, apesar das tentativas dos advogados de Saul, mais nenhuma quantia foi entregue.

A oposição judicial à cisão da empresa deu entrada no Tribunal de Comércio de Vila Nova Gaia. Saul alega que 11 milhões de euros vão passar da Porto Comercial para a nova empresa, a Porto Stadco, o que o poderá impedir de reaver os créditos em falta. "Esta ação visa acautelar que o património da Porto Comercial fica protegido. Com esta cisão, os interesses dos credores não ficavam protegidos", explicou ao CM o advogado Paulo Cerqueira que assina a ação com a advogada Cristiana Carvalho.

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Com esta ação, o antigo funcionário pode complicar a vida do clube. O FC Porto tinha ainda com Pinto da Costa estabelecido um acordo comercial com a sociedade Ithaka para investir 65 milhões de euros no clube a troco de 30% dos direitos económicos de uma nova sociedade a incorporar no Grupo FC Porto durante 25 anos. A nova sociedade seria precisamente a Porto Stadco, que está agora no meio desta oposição judicial. Villas-Boas tentava já negociar um melhor acordo para o FC do Porto com a Ithaka e esta ação poderá atrasar esse processo. Pinto da Costa e Fernando Gomes, antigo administrador do clube, foram já arrolados como testemunhas.

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