Sé vive com as rusgas na alma

Na freguesia da Sé as rusgas são tudo menos uma brincadeira. Ponto alto da convivência bairrista são também uma demonstração de força e da vontade de ganhar na cidade. Numa zona marcada pelos problemas sociais, as rusgas querem ter um papel redentor.

20 de junho de 2008 às 00:30
Sé vive com as rusgas na alma Foto: Sónia Magalhães
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"A nossa freguesia tem as rusgas na alma e bastou dois ensaios para toda a gente já ter a letra na ponta da língua", disse o coordenador das rusgas da Sé, Rui Barros.

Ao contrário de outras freguesias, não há dificuldades em ter quem queira participar. "Há mesmo quem já não more aqui, mas regresse nesta altura para participar. O povo ama o S. João", salientou.

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Há também pequenas queixas para a organização. "Em apenas dez minutos é difícil fazer com que as 250 pessoas possam desfilar. Como é que vou coordenar esta gente toda? Será muito difícil", disse Rui Barros.

Segundo o responsável, até há um certo paralelismo entre a forma como se vivem em Lisboa as marchas e a vivência de umas rusgas de S. João no Porto. "Mas acho que pelo bairrismo e pela forma como amam a sua freguesia, até superam as de Lisboa", referiu.

Rui Barros confessa com orgulho que a Sé tem introduzido nas festas uma vasta dose de imaginação. "Fomos nós, pela primeira vez, a levar cenários e a usar o fogo--de-artifício na praça", salientou.

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