Seis detidos pela PSP por tráfico de droga em Loures ficam em prisão preventiva
Operação "Backpack" foi dirigida por magistrado do Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Loures.
Cinco homens e uma mulher, entre 31 e 42 anos, foram detidos por suspeita de tráfico de estupefacientes, após buscas em Loures, Lisboa e Cascais, com apreensão de quantidades elevadas de drogas de vários tipos, revelou esta quinta-feira a PSP.
Em comunicado, o Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da Polícia de Segurança Pública (PSP) avançou que, na sequência de uma investigação com duração aproximada de um ano, através da Divisão Policial de Loures deteve os seis suspeitos no âmbito do cumprimento de seis mandados de busca domiciliária e sete de busca não domiciliária.
A operação denominada "Backpack", iniciada na segunda-feira, resultou de um processo da prática do crime de tráfico de estupefacientes, e foi dirigida por magistrado do Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Loures.
As autoridades, em resultado da abordagem policial e das buscas domiciliárias, apreenderam 4.133,92 gramas (g) de liamba (correspondendo a 1.653 doses individuais), 3.673,06 g de haxixe (7.346), 1.149,87 g de 'ecstasy' (11.498), 435,59 g de cocaína (2.178), e 44,42 g de LSD (888.400).
Entre outros estupefacientes e derivados, foram também apreendidas 12.774,71 g de gomas e 2.203,76 g de bolachas, suspeitas de conter haxixe, 764,21 g de cogumelos, suspeitos de ser alucinogénios, 1.045,30 g de produto indeterminado, e 54 vaporizados, suspeitos de conter haxixe.
Além de 233.087,5 euros em notas do BCE, os agentes apreenderam quatro viaturas, 13 telemóveis, dois computadores, um 'drone', uma arma de fogo e 25 munições, um 'taser', um contador de notas, seis máquinas de embalagem de vácuo, oito balanças de precisão, artigos em ouro, material informático e "outros artigos com relevância probatória".
A investigação, segundo a PSP, permitiu "desmantelar uma estrutura criminosa organizada, que operava através de plataformas de comunicação encriptadas, para a gestão de uma rede de venda e distribuição de grande variedade de produtos estupefacientes na Área Metropolitana de Lisboa".
Segundo a nota do Cometlis, os suspeitos eram "responsáveis pela administração de um grupo de vendas 'online', coordenando uma logística que incluía o agendamento de encomendas", a preparação de doses individuais e distribuição direta aos consumidores, "através de uma rede própria de estafetas, resultando em margens de lucro substanciais".
Os detidos foram presentes a primeiro interrogatório judicial no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Norte -- Loures, tendo-lhes sido aplicada a medida de coação mais gravosa, de prisão preventiva.
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