“Sem segurança fechamos os presos”
Guardas prisionais ameaçam com protesto, em seis prisões, a 2 de janeiro.
Os guardas prisionais ameaçam não abrir as celas dos reclusos detidos nas seis cadeias onde, a 2 de janeiro de 2018, será implementado o novo horário de trabalho definido pela Direção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP). O Sindicato Nacional do setor lembra a falta de guardas, afirmando recear "a falta de condições de segurança".
"Sem segurança, fechamos os reclusos. Existe uma vaga de baixas e férias em muitas cadeias. A DGSP terá de arranjar novos guardas, pelo menos para as cadeias de Lisboa, Porto, Paços de Ferreira, Funchal, Castelo Branco e Coimbra", disse Jorge Alves, presidente do Sindicato Nacional.
Entretanto, começou este sábado e prossegue até dia 27 um período de greve, que será repetido no Ano Novo.
O CM sabe que o Grupo de Intervenção em Serviços Prisionais (GISP), unidade de elite para combater motins, foi deixado de prevenção para colmatar eventuais falhas de guardas.
A DGSP não nega, limitando-se a dizer que "não faz parte das atribuições do GISP suprir faltas de pessoal".
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