Sequestrado e agredido por trio
Um homem apareceu num café de mãos atadas e com sinais de agressões, mas não quis que chamassem as autoridades. Só mais tarde apresentou queixa na GNR, dizendo que fora sequestrado, metido dentro da bagageira de um automóvel e sovado num aldeamento abandonado, em Albufeira. O caso está agora a ser investigado pela PJ.
Segundo apurámos, a vítima, de nacionalidade moçambicana e com cerca de 30 anos, relatou que fora encontrar-se no sábado com três indivíduos – um dos quais seu conhecido. O encontro terá sido marcado com o pretexto de falar sobre ou abordar uma mulher .
Mas o objectivo do trio seria outro. Os indivíduos (um branco e dois negros) terão ameaçado a vítima com uma pistola, atando as suas mãos atrás das costas. Depois tentaram metê-la na bagageira do seu próprio carro, mas não conseguiram. Optaram, por isso, por enfiá--la no porta-bagagem do automóvel em que se deslocavam, levando o homem até ao aldeamento Vale Navio, que está abandonado.
Neste local, o sequestrado terá sido agredido a murro e pontapé e deixadoabandonado.Avítima percorreu a pé uns 200 metros até ao café Diogo, onde lhe libertaram as mãos (ver caixa).
Os agressores terão roubado as chaves de casa e do carro da vítima. A residência onde vive, no centro de Albufeira, veio a ser encontrada depois de porta aberta e toda remexida. Desapareceram um computador portátil e um telemóvel.
VÍTIMA SOCORRIDA NUM CAFÉ
'Ele tinha as mãos atadas atrás das costas com um plástico transparente, coxeava um pouco e apresentava um ferimento na testa. Disse que fora assaltado e apenas pediu para que o libertássemos', explicou ao CM uma das pessoas que se encontrava no café Diogo, na Branqueira, em Albufeira.
O homem, que, segundo populares, dá aulas de ténis num empreendimento turístico, seguiu a pé até à cidade, depois de 'ter dito que não era preciso chamar a GNR'.
De acordo com testemunhas, 'ele não demorou quase tempo nenhum no café'. Houve mesmo clientes que nem sequer se terão apercebido do sucedido.
Após ter apresentado queixa na GNR, a vítima foi assistida no centro de saúde local, mas os ferimentos não inspiravam cuidados de maior.
PORMENORES
CARTEIRA
Os três agressores não roubaram a carteira da vítima de sequestro e agressão. Apenas levaram as chaves da sua casa (que seria depois assaltada) e do seu carro.
AGRESSOR
A vítima disse à GNR que conhecia um dos alegados agressores, mas não revelou a sua identificação nem deu outros elementos que permitissem aos militares a sua rápida localização.
LISBOA
O cidadão moçambicano, apesar dos ferimentos que sofreu, decidiu viajar no próprio sábado para a zona de Lisboa, de onde é oriundo.
INVESTIGAÇÃO
A Directoria de Faro da Polícia Judiciária está a investigar o caso. Até ao fecho desta edição, os inspectores ainda não tinham procedido a detenções.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt