Seropositivos sem contágio no sexo
Seropositivos podem ter relações sexuais desprotegidas sem correrem o risco de contagiar o parceiro não infectado. Para isso ser possível, o portador do VIH tem de estar num tratamento estável de retrovirais e ter suprimido o vírus no sangue há pelo menos seis meses.
A teoria desta equipa de investigadores suíços levantou, como seria de esperar, uma grande polémica, com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a afirmar que “não alterará nada nas recomendações para praticarem sexo seguro”.
A comissão suíça para a sida anunciou em Janeiro que determinados doentes, cujo tratamento seja bem sucedido na supressão do vírus e que não tenham outra doença sexualmente transmissível, não representam ameaça para outras pessoas. “Não só é perigosa, como induz facilmente em erro. Além disso, desrespeita todas as noções existentes sobre a transmissão do vírus”, comentou Jay Levy, especialista no vírus da sida.
A base para a argumentação dos cientistas suíços foram estudos que dão conta da inexistência do vírus nos fluidos genitais de seropositivos que seguem o tratamento à risca. Charles Gilks, director do departamento responsável pela temática na OMS, até considera que possa resultar num país como a Suíça, mas alerta para o perigo de má interpretação dos dados.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt