Sete granadas junto a escola

A PSP recolheu ontem sete granadas junto a uma escola secundária de Matarraque, São Domingos de Rana, Cascais. Os explosivos, ao que se supõe pertencentes a um coleccionador, foram encontrados por funcionários camarários que alertaram as autoridades.

01 de setembro de 2005 às 00:00
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Os agentes policiais recolheram as granadas concluindo, após uma primeira análise, que nenhuma delas representava perigo, e destruíram-nas.

Ao princípio da manhã de ontem uma equipa de funcionários da Câmara de Cascais foi chamada à Escola 2 3 Matilde de Rosa Araújo, em Matarraque, São Domingos de Rana, para limpar o mato circundante.

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“Tal como em anos anteriores, quisemos desmatar toda a zona envolvente à escola, antes do início do ano lectivo”, disse ao CM Hélia Rodrigues, presidente do conselho executivo da escola.

Pelas 09h35, o trabalho dos funcionários teve de ser abruptamente interrompido. No meio de uma zona alta de vegetação, bem perto de um depósito de gás desactivado, foram encontrados sete objectos que, à primeira vista, pareciam granadas.

Por iniciativa própria, os autores da descoberta alertaram a PSP. Agentes da Esquadra de São Domingos de Rana acorreram ao local, tendo depois solicitado a presença do Corpo de Inactivação de Explosivos da PSP.

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De imediato todo o perímetro envolvente à Escola Matilde Rosa Araújo foi delimitado. Durante três horas de trabalho, os 20 agentes da PSP envolvidos na operação recolheram duas granadas de instruçã, uma granada de mão ofensiva, duas granadas de fumo, uma granada de gás lacrimogéneo, e um corpo de granada de mão.

Pelas 13h00 os agentes desmobilizaram, transportando os explosivos para a sede do Grupo de Operações Especiais, em Belas.

Após a primeira análise, a PSP concluiu que nenhuma das granadas recolhidas “era perigosa para as populações”.

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“As granadas de instrução não têm explosivos. A granada ofensiva tem explosivo (TNT), mas por não ter detonador (espoleta), não iria rebentar. E os outros quatro explosivos não são perigosos para a vida humana, libertando apenas fumo”, explicou ao CM um perito em explosivos da PSP.

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