SEXO MELHORA ESPERMA
Ao contrário do que se pensava, o sexo frequente ajuda a melhorar a qualidade do esperma, revela um estudo de cientistas israelitas. Mas frequente não significa ter relações sexuais todos os dias nem várias vezes por dia. O ideal é dia sim, dia não.
As investigações realizadas pela equipa das Universidades Soroka e BenGurion do Negev comprovaram, após análise de milhares de amostras, que a forma e a habilidade dos espermatozóides piorou a partir de dois dias de abstinência sexual.
A investigação provou ainda que a quantidade de espermatozóides com capacidade de se movimentar, faculdade essencial à reprodução, baixava à medida que a abstinência sexual continuava.
Esta descoberta contradiz a crença actual, segundo a qual o sémen melhora com a abstinência. Aliás, a própria Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda às clínicas de fertilidade que exijam uma abstinência sexual de dois a sete dias para melhorar a qualidade do esperma recolhido.
“Está demonstrado cientificamente que, para o casal conseguir engravidar, deve ter em média três relações sexuais por semana. Isto, numa visão puramente reprodutiva, mas o casal deve ter relações sexuais quando muito bem entender por uma questão afectiva senão acaba por se transformar num drama”, afirma ao CM Gervásio da Silva, obstetra e ginecologista ligado ao programa de fertilidade da Maternidade Alfredo da Costa.
Os quatro parâmetros que avaliam o esperma são o volume (quantidade produzida), número de espermatozóides, a sua mobilidade e formas normais/anormais dos espermatozóides.
“Dois parâmetros (volume e o número de espermatozóides) diminuem quanto mais frequentes forem as relações sexuais ou o número de ejaculações por semana, porque o homem não tem capacidade para produzir diariamente a mesma quantidade de esperma”, adianta o obstetra. Ejacular uma ou duas vezes por mês diminui bastante a qualidade do espermatozóide.
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