Só 605 homens gozaram licença

No dia 1 de Maio entram em vigor as novas regras de protecção à parentalidade que incentivam pai e mãe a partilharem a licença após o nascimento de um filho. Contudo, os casais que optam pela partilha são ainda uma minoria. No ano passado apenas 605 homens, contra 75 587 mulheres, pediram a licença de paternidade para substituir a mãe no acompanhamento dos filhos após o nascimento. Até ao passado mês de Fevereiro foram 269, de acordo com as estatísticas da Segurança Social.

20 de abril de 2009 às 00:30
Só 605 homens gozaram licença Foto: Internet Flick
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Apesar de ainda serem a minoria, desde que a partilha é possível tem vindo a aumentar o número de pais que pede licença por paternidade. Em 2004, a Segurança Social pagou subsídio de paternidade a 391 homens, no ano seguinte este número aumentou para 413, em 2006 passou para 438, em 2007 atingiu os 551 e no ano passado saltou para os 605. Um total de 2398 licenças de paternidade gozadas em cinco anos.

No mesmo período – de 2004 a 2008 – o número de licenças de maternidade é incomparavelmente superior, tendo a Segurança Social processado 377 490 subsídios.

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A tendência manteve-se nos dois primeiros meses deste ano. Em Janeiro, 149 homens pediram subsídio de paternidade contra 28 260 mulheres em licença de maternidade, e em Fevereiro a proporção foi de 120 pais para 27 600 mães. Apesar das diferenças, Portugal é apontado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como um exemplo na evolução do gozo da licença de paternidade.

UM ANO EM CASA COM OS FILHOS

As novas regras relativas à protecção social na parentalidade permitem que os pais fiquem em casa durante o primeiro ano de vida dos filhos, desde que a licença seja partilhada por pai e mãe. A licença de maternidade passa a ser de cinco meses, pagos a cem por cento, da remuneração de referência, ou de seis meses pagos a 83 por cento, desde que o gozo da mesma seja partilhado. Se o casal quiser, a licença pode chegar a um ano completo, caso em que os seis meses suplementares terão de ser repartidos igualmente pelos dois progenitores e serão subsidiados com apenas 25 por cento da remuneração. Com a nova lei, aumenta ainda de cinco para dez dias úteis a licença a gozar pelo pai logo a seguir ao parto. O pai pode ainda beneficiar de mais dez dias pagos a cem por cento e gozados em simultâneo com a mãe.

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SAIBA MAIS

16 MESES NA SUÉCIA

Segundo a associação internacional ‘Salvem as Crianças’, os países escandinavos são os que melhor protegem a parentalidade. Na Suécia a licença de maternidade é de 16 meses.

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45 976

homens gozaram, no ano passado, a licença de cinco dias após o nascimento de um filho.

75 587

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subsídios por licença de maternidade foram processados pela Segurança Social no ano passado, menos 114 do que em 2007.

RECLAMAÇÕES

As queixas por discriminação no emprego por questões relacionadas com a maternidade ou paternidade podem ser reportadas à Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego.

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