Sócrates queixa-se de "manipulação da escolha do advogado oficioso" após sessão da Operação Marquês com três advogados
Antigo primeiro-ministro fez uma publicação no Facebook para expressar desagrado para com a situação ocorrida na sessão de julgamento desta terça-feira.
O antigo primeiro-ministro, José Sócrates, queixou-se, esta quarta-feira, de haver "manipulação da escolha do advogado" no julgamento da Operação Marquês. "Neste processo já tivemos a manipulação da escolha do juiz do inquérito, temos agora a manipulação da escolha do advogado oficioso", escreveu José Sócrates numa publicação na rede social Facebook.
Sócrates escreve que o Conselho Superior de Magistratura faz acordos com a Ordem dos Advogados para as nomeações dos advogados oficiosos e aponta que a escolha de Luís Esteves violou a lei.
"Assim sendo, diz o Regulamento 6/2025, o advogado deve “recusar a nomeação”. Mas talvez seja pedir demais. Temos agora diante de nós o inolvidável espetáculo de dois oficiosos na sala – o de escala e o suplente permanente", afirma Sócrates.
José Sócrates menciona ainda o facto de ter passado uma procuração ao advogado Filipe Batista, que aceitava caso o tribunal lhe desse dez dias para preparar a defesa do arguido, condição que o tribunal recusou. "Já tinha dado dez dias ao advogado oficioso, agora recusou-os ao advogado que escolhi. Nem dez dias, nem nada. Acho que agora as coisas estão claras", atira Sócrates.
As declarações do antigo primeiro-ministro surgem na sequência da sessão desta terça-feira, durante a qual, tal como noticiou o CM, o arguido chegou a ter três advogados - Luís Esteves (escolhido pela Ordem), Filipe Batista (escolhido por Sócrates) e Humberto Monteiro (o de escala, selecionado por terem sido levantadas questões legais sobre a nomeação de Luís Esteves).
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