‘Solitário’ na prisão

O desemprego de longa duração terá sido a motivação para que Lúcio Salsa começasse a vaga de assaltos a bancos que, nos últimos tempos, varreu o Algarve. Em 20 dias, terá sido o autor de quatro assaltos consumados e dois tentados – um no Alentejo, em Ourique. Este açoriano, de 43 anos, a residir em Quarteira, tornou-se assim num dos homens mais procurados do momento.

03 de abril de 2008 às 00:30
‘Solitário’ na prisão Foto: Rui Pando Gomes
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O desemprego de longa duração terá sido a motivação para que Lúcio Salsa começasse a vaga de assaltos a bancos que, nos últimos tempos, varreu o Algarve. Em 20 dias, terá sido o autor de quatro assaltos consumados e dois tentados – um no Alentejo, em Ourique. Este açoriano, de 43 anos, a residir em Quarteira, tornou-se assim num dos homens mais procurados do momento.

Sem cadastro conhecido, actuava sozinho, pelo que ganhou o nome de ‘Solitário’. E, dizem as autoridades, apresentava comportamentos de amador. Como provou ao entrar numa dependência bancária onde apenas se fornecem informações e não havia dinheiro. Ou quando fez um assalto longe de casa, utilizando a própria viatura para regressar – o que resultou na detenção da passada segunda-feira.

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Depois de, na terça-feira, ter sido presente ao Tribunal de Ourique, apenas pela tentativa falhada na localidade alentejana, ontem já respondeu pelos restantes cinco crimes, no Tribunal de Loulé.

O‘Solitário’ apenas chegou ao tribunal às 17h00, passando o dia nos calabouços das instalações da Polícia Judiciária de Faro, depois de ficar detido, logo na terça, por ordem do juiz de Loulé. Durante a manhã, homens da PJ fizeram uma busca na casa do indivíduo.

Durante a revista à habitação, sabe o CM, foram encontradas provas que contribuíram para a convicção de que o detido será mesmo o responsável por todos os assaltos a bancos noticiados nas últimas duas semanas.

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Também na altura em que foi detido, tinha na viatura a pistola de alarme e a faca que, alegadamente, utilizou para cometer os crimes.

Ontem, depois de três horas a ser ouvido, saiu do Tribunal de Loulé com prisão preventiva como medida de coacção.

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