Subida do Tejo isola freguesia do Cartaxo
Valada, no concelho do Cartaxo, ficou isolada durante a madrugada deste domingo devido à subida do caudal do Tejo, um aumento do nível das águas que se irá prolongar na zona da Lezíria.
Segundo o Centro Distrital de Operações de Socorro, o pico de cheia foi atingido na zona Norte do distrito cerca das 23h00 de sábado e prevê-se que a estrada nacional 368, entre Tapada (Almeirim) e Alpiarça, fique submersa e que possa haver o galgamento do descarregador da Courela.
Decretado na passada segunda-feira o alerta amarelo do Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo, várias estradas, sobretudo municipais, encontram-se submersas em vários pontos do distrito, estando a povoação de Reguengo do Alviela (Santarém) isolada desde terça-feira devido à inundação da estrada municipal que liga esta aldeia ao Pombalinho e da EN 365, na ligação a Vale de Figueira.
Ainda no concelho de Santarém, estão submersas a estrada que liga a cidade à aldeia ribeirinha das Caneiras, a estrada municipal que liga Ribeira de Santarém a Vale de Figueira e a Nacional 365 nas Assacaias e junto à fonte de Palhais (Ribeira de Santarém).
Igualmente alagadas estão a EN 368-1, entre Chamusca e Vale de Cavalos, a EN 365, entre a Quinta da Broa e a ponte do rio Almonda (Golegã), a municipal 1369 entre Alpiarça e Torrinha (estrada do campo) e as nacionais 114-2, entre Setil e Reguengo (por influência do rio Maior), e a 3-2, entre a Ponte do Reguengo e Valada.
Por influência da subida do rio Sorraia, estão ainda submersos os caminhos municipais entre a EN 114-3 (freguesia de Coruche e Fajarda) e a EM 515 (Biscainho) e entre a EN 114-3 e a EN 119 (ambas estradas de campo), além da estrada municipal 1456, entre Benavente e a Reta do Cabo.
Continuam inundadas as zonas junto ao rio em Constância (jardim, parque de estacionamento, estrada do campo e via junto à Casa de Camões), Vila Nova da Barquinha (submersão do cais de Tancos e parte da rua de acesso e ainda Avenida dos Plátanos).
Na região influenciada pela bacia hidrográfica do Tejo estão ainda afectados vários caminhos vicinais junto a linhas de água.
A Protecção Civil recomenda cuidado na condução de veículos, evitando passar em zonas submersas, a suspensão de todas as actividades nas margens do Tejo e afluentes e a retirada de bens e animais das zonas que possam vir a inundar.
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