Suicídio do ‘monstro de Beja’ foi arquivado

Não houve intervenção de terceiros nem qualquer confronto físico antes do enforcamento. Francisco Esperança usou o lençol da cama e atou-o à janela da sala onde se encontrava preso preventivamente, no Estabelecimento Prisional de Lisboa. Foi encontrado pouco tempo depois, mas já nada havia a fazer. Estava morto.<br/><br/>

02 de março de 2012 às 01:00
MORTE, HOMICIDA, BEJA, FRANCISCO ESPERANÇA, PRISÃO, SUICÍDIO Foto: Manuel Moreira
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O DIAP arquivou agora o inquérito aberto na sequência da morte do homicida confesso da família, ocorrido em Beja, ao que tudo indica a 10 de Fevereiro, por não encontrar indícios de crime nem de negligência. O processo do triplo homicídio também terá de ser arquivado, por extinção do procedimento criminal. Afinal, o único arguido morreu.

"O processo foi arquivado em função do resultado da autópsia, sem prejuízo de vir a ser reaberto caso surjam dados novos", disse ao CM a assessora de imprensa da PGR, esclarecendo ainda que Francisco Esperança foi observado quando deu entrada no Estabelecimento Prisional de Lisboa e, nessa data, apresentava várias escoriações e hematomas. "São comprovadamente anteriores à sua entrada naque-le estabelecimento prisional", afirma ainda a PGR.

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O CM sabe que também esse facto parece já estar esclarecido. No momento da detenção, o arguido – apelidado de ‘monstro de Beja’ – reagiu de forma violenta. As escoriações que apresentava não seriam muito extensas e terão decorrido da violência que terá sido usada pelas forças policiais para o travar.

Entretanto, ontem mesmo, o CM contactou o Instituto de Medicina Legal de Lisboa que confirmou não ter ainda o corpo de Francisco Esperança sido reclamado. O cadáver do ex-bancário, que matou a mulher, a filha e a neta, continua no Instituto de Medicina Legal e se nenhum familiar aparecer será sepultado como um indigente.

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