Suspeita de burla com solidariedade
Carlos Quaresma, conhecido como fundador da associação Agape e responsável pela doação de material hospitalar e ortopédico a autarquias e instituições portuguesas, é suspeito de uma burla de mais de um milhão de euros. Duas das acusações são a cobrança do pagamento do transporte do material por cerca de cinco mil euros e de um imposto de selo, no valor de oito mil euros, que não existe.<br/><br/>
O caso tornou-se conhecido depois da Fundação, gerida pelo filho do fundador Torlei Wien, já falecido, ter recebido vários pedidos de esclarecimento sobre o motivo do aumento do preço do transporte do material de 13 mil para 14 mil euros. Em resposta, a Agape esclareceu que apenas cobrava uma taxa de mil euros e já apresentou queixa à polícia. A cantora Micaela, embaixadora da fundação há cerca de nove meses, diz-se "burlada". As autarquias de Barreiro e Viseu equacionam apresentar queixa. O emigrante português, agraciado com a Medalha de Méri-to das Comunidades Portuguesas em Março e ex-candidato à presidência do Benfica, diz es-tar "de consciência tranquila". "O material paga-se. Era o presidente da Agape que mandava dizer que era doado. Era ele que ficava com o dinheiro", garantiu.
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