Suspeito de ter ateado fogo ao irmão fica em prisão preventiva
O Juíz de Instrução Criminal (JIC) da Comarca do Baixo Vouga aplicou nesta quarta-feira a prisão preventiva ao suspeito de ter ateado fogo aos anexos de uma casa, em Ílhavo, causando a morte de um irmão, segundo informou fonte judicial.<br/><br/>
O homem, de 42 anos, foi presente a primeiro interrogatório judicial nesta quarta-feira, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva.
Em declarações à agência Lusa, a advogada do presumível homicida disse que o arguido optou por remeter-se ao silêncio durante o interrogatório.
A causídica anunciou ainda ter solicitado a realização de uma perícia psiquiátrica para averiguar se o suspeito "sofre de perturbações do foro psiquiátrico".
O arguido, que vai ficar em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Aveiro, está indiciado por um crime de homicídio qualificado e outro de incêndio, adiantou ainda a sua defensora.
O homem é suspeito de na segunda-feira à noite ter ateado fogo a uns anexos de uma casa, na Gafanha da Nazaré - Ílhavo, causando a morte a um irmão.
O presumível homicida foi detido na segunda-feira de manhã pela GNR, quando andava a ‘vaguear’ por Ourém, no distrito de Santarém.
Segundo declarações de um outro irmão do presumível homicida, que testemunhou os factos, o suspeito terá regado a vítima mortal com gasolina e depois ateou fogo, ausentando-se do local.
O alerta foi dado pelas 23h00 e quando os bombeiros chegaram ao local já encontraram apenas o cadáver da vítima, com cerca de 40 anos.
A PJ está a investigar a possibilidade de se tratar de um crime, tendo em conta a existência de "desavenças entre a família".
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