Taxa turística cobria receita das portagens
Presidente da Câmara de Monchique diz que a receita da taxa permitiria acabar com cobrança na A22.
A introdução de uma taxa turística permitiria gerar receitas suficientes para acabar com as portagens na Via do Infante. É esta a ideia lançada pelo presidente da Câmara de Monchique, Rui André, que promete levar o assunto a discussão na Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL).
"A situação atual é uma vergonha. Se toda a gente está de acordo que as portagens são um entrave ao desenvolvimento e à mobilidade no Algarve, não percebo porque é que continuam a existir", afirma ao CM Rui André. O autarca entende que, devido às condições específicas da região, o Governo devia assumir a responsabilidade de acabar com as portagens, suportando os custos através do Orçamento do Estado.
No entanto, se o Governo não quiser avançar com essa decisão, Rui André diz que "o plano B" poderá passar pela introdução de uma taxa turística de um um euro por dormida.
"O Algarve tem cerca de 20 milhões de dormidas por ano, pelo que a taxa renderia 20 milhões de euros. Metade da verba permitira suportar os custos da isenção de portagens na A22 e o restante do valor serviria para melhorar as outras estradas da região e aumentar a oferta cultural e turística", realça Rui André. O autarca quer o assunto discutido na AMAL.
Jorge Botelho, presidente da AMAL, diz que, no passado, a questão da taxa foi falada pelos autarcas, que optaram por não avançar com a sua introdução, com exceção de Vila Real de Santo António (que agora suspendeu a sua cobrança). O dirigente admite que, no futuro, o assunto volte a ser analisado.
SAIBA MAIS
Mais acidentes
Segundo os últimos dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, relativos ao período de 1 de janeiro a 15 deste mês, foram registados no Algarve 3245 sinistros, ou seja, mais 81 do que em 2016.
13
pessoas já perderam a vida em acidentes nas estradas da região durante o corrente ano. Isto significa mais seis vítimas mortais do que em período homólogo do ano transato.
Feridos graves
O número de feridos graves também registou um agravamento na região no presente ano. Foram contabilizadas, até 15 deste mês, 64 vítimas, o que se traduz em mais 11 do que no ano passado.
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