Técnicos da PJ que trabalhavam no Citius cessam funções

MP investiga dois técnicos informáticos requisitados pelo IGFEJ à PJ, por alegada sabotagem ao Citius.

29 de outubro de 2014 às 22:07
Paula Teixeira da Cruz Foto: Miguel a. Lopes / Lusa
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Os dois técnicos superiores da Polícia Judiciária (PJ) que trabalhavam na plataforma de gestão processual Citius "cessaram funções por deliberação do Conselho Diretivo do IGFEJ", informou esta quarta-feira o gabinete da ministra da Justiça.

O Diário de Notícias informou esta quarta-feira que a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, iria "assinar o despacho de não renovação da comissão de serviço que os dois [funcionários] mantinham desde 2012 no Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ)". Questionado pela agência Lusa sobre se a ministra da Justiça afastou os dois técnicos ou se o IGFEJ não lhes renovou a comissão de serviço, o gabinete de Paula Teixeira da Cruz respondeu que ambos "cessaram funções por deliberação do Conselho Diretivo do IGFEJ", que tem "inteira competência" nesta matéria.

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Os dois técnicos estavam em comissão no IGEFEJ desde 2012 e o Diário de Notícias refere esta quarta-feira que o Ministério Público (MP) está a investigar dois técnicos informáticos requisitados pelo IGFEJ à PJ, por alegada sabotagem destes ao sistema informático Citius. A Procuradora-Geral da República (PGR) disse à Lusa que abriu uma investigação depois de a ministra da Justiça ter enviado sexta-feira um relatório sobre a plataforma informática Citius, tendo nomeado o procurador Pedro Verdelho para assumir o inquérito.

Em resposta a uma pergunta da Lusa, a PGR referiu que, na sequência do envio do relatório, na passada sexta-feira, pela ministra da Justiça, "foi instaurado um inquérito com a finalidade de investigação", da matéria referida no documento sobre o Citius. A PGR adianta que, atendendo à complexidade processual e à repercussão social da matéria em investigação, nomeou para assumir a direção do inquérito o procurador da República, Pedro Verdelho, tendo em consideração os "especiais conhecimentos técnicos" deste magistrado.

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O relatório, elaborado pelo IGFEJ e enviado pela ministra para a PGR, aponta para alegadas omissões de informações importantes das chefias intermédias durante o processo de adaptação da plataforma à nova organização judiciária, que podem configurar a prática de eventuais ilícitos criminais. Paula Teixeira da Cruz mandou também instaurar um inquérito interno, de natureza disciplinar.

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