Telegrama após o funeral
Maria Celeste Paulo faleceu no Hospital de Santa Maria (Lisboa) às 21h30 de 20 de Janeiro.
Tinha 77 anos e estava internada devido a um linfoma. Às 22h27, o hospital enviou um telegrama à família, com carácter de urgência, a informar do falecimento. No dia seguinte, o telegrama deu entrada nos CTT de Odivelas, localidade de residência da família de Maria Celeste, mas só chegou ao destino três dias depois.
O funeral já se tinha realizado. "Isto mostra o país que temos", lamenta Ana Maria Leal, filha de Maria Celeste, que acabou por saber da morte da mãe através da médica que acompanhava o caso, que lhe ligou a dar a notícia 15 minutos após o óbito. "É uma vergonha, neste caso era um falecimento, já não havia nada a fazer, mas podia ser uma vida que estivesse em risco e o telegrama demorou três dias a chegar", refere Ana Maria Leal.
O gabinete de comunicação dos CTT assegura que todas as regras foram cumpridas. "O telegrama foi distribuído no dia em que chegou aos correios de Odivelas, mas como não estava ninguém em casa foi deixado um postal para ser levantado nos correios." Ana Maria Leal desmente. "O telegrama estava dentro da caixa de correio, não foi levantado em nenhum balcão dos CTT", diz, desafiando a empresa a mostrar um documento assinado por ela que prove que o telegrama foi levantado nos correios.
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