Trabalhadores do Norte ganham menos 52 euros
Famílias devem quase 28 mil milhões de euros em créditos para casas.
Há quase nove anos que o salário médio dos trabalhadores por conta de outrem da região Norte não crescia tanto como no segundo trimestre deste ano (4,5% em termos homólogos).
Mas, mesmo assim, no final do mês, os trabalhadores nortenhos ganham, ao fim do mês, menos 52 euros do que o valor médio nacional (835 € no Norte contra 887 no País). Os dados constam do relatório Norte Conjuntura, divulgado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional.
A taxa de desemprego atingiu o valor mais baixo dos últimos 14 anos (7,2%). No segundo trimestre, havia 133 mil cidadãos sem emprego no Norte, sendo que mais de metade destes procuram trabalho há mais de um ano.
Os números do desemprego registaram uma forte descida no Alto Minho (30,2%), com Viana do Castelo a liderar a quebra (38,6%). O emprego subiu, no Norte, principalmente em cidadãos com habilitações de ensino secundário ou superior. A indústria transformadora tinha, em julho, mais 25 mil empregados do que há um ano.
O relatório indica, no entanto, valores preocupantes no setor do turismo a Norte, com uma "forte desaceleração" no segundo trimestre e uma redução de 3,8% no emprego neste ramo de atividade, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O número de dormidas cresceu 2,5% em termos homólogos, contra os 12,5% alcançados no trimestre anterior. O número de hóspedes subiu 2,4%, mas no primeiro trimestre o valor atingira os 9,6%.
Quanto ao consumo e investimento, a dívida das famílias do Norte ao sistema bancário financeiro relativa a créditos à habitação ascendia a 27 907 milhões de euros. Já o crédito ao consumo e outros fins subiu 6,4%, alcançando os 7818 milhões de euros.
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