Traficante tenta suicídio

Um homem de 32 anos, que foi preso em flagrante delito a vender heroína no centro histórico de Viseu, tentou matar-se ao cortar a veia de um braço com lascas de azulejo, no interior dos calabouços da PSP daquela cidade.

05 de junho de 2006 às 00:00
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O suicídio foi evitado por dois polícias que o foram buscar à cela para o levarem para o tribunal.

O detido, considerado pela Polícia como um dos principais abastecedores de estupefacientes naquela zona da cidade, tem a particularidade de sempre que é apanhado a traficar arrepender-se e chorar desalmadamente. Na sexta-feira foi novamente detido minutos depois de ter vendido uma dose de heroína a um consumidor que, mais tarde, o viria a denunciar.

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Segundo o CM apurou, enquanto os agentes formulavam o expediente da detenção, o detido conseguiu uma lasca de azulejo e cortou uma veia do braço esquerdo. Quando os agentes se deslocaram à cela encontraram-no deitado no chão e a esvair-se em sangue.

“Foi por minutos. Se por acaso não vai ninguém à cela, ele morria lá dentro”, disse ao nosso jornal uma fonte policial, que garante que os calabouços “respeitam as normas de segurança”.

O suspeito, que por várias vezes disse aos polícias que só lhe “apetecia morrer”, foi transportado pelos bombeiros ao Hospital de S. Teotónio de Viseu, onde esteve durante quatro horas a receber sangue.

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Depois de receber alta, o detido, residente em Mangualde, foi, finalmente, presente ao juiz do Tribunal Judicial de Viseu, que o colocou em liberdade com a obrigação de apresentações diárias no posto da GNR da área da sua residência.

CELA VISTORIADA

Segundo a Associação Sócio-Profissional da PSP, o calabouço onde se deu a tentativa de suicídio foi vistoriada há pouco tempo e considerada operacional pela Inspecção-Geral da Administração Interna.

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MAL-AMADO

O traficante detido é “odiado” pelos consumidores de estupefacientes do centro da cidade de Viseu, porque, segundo acusam os compradores, vende as doses de droga “mal servidas” e “muito caras”.

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