Tragédia gera revolta popular

Daniel e Eliana, de 30 anos, morreram encarcerados após serem colhidos por automotora.

31 de outubro de 2013 às 09:30
Daniel Mineiro, Eliana, morte, automotora, Caldas da Rainha, linha férrea, oeste, comboio, Óbidos Foto: Carlos Barroso
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A falta de cancelas automáticas, há vários meses reclamadas na passagem de nível sem guarda junto ao apeadeiro da Linha do Oeste no Bouro, Caldas da Rainha, onde anteontem morreu um casal que seguia num camião que foi abalroado por uma automotora, deixou a população revoltada.

Daniel Mineiro e a sua mulher, Eliana, ambos com 30 anos, transportavam cerca de 20 toneladas de morangos com destino à Holanda. Ao saírem da exploração agrícola, com o homem ao volante, foram atingidos pelo comboio, que ligava Coimbra às Caldas da Rainha.

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"Foi muito trágico. Ceifou a vida de dois jovens. Deixa-me revoltada porque faz falta cancelas. Eles trabalhavam com o meu filho e a minha nora, que passam aqui várias vezes, e agora tenho um grande receio pela vida deles", disse ontem ao CM Beatriz Costa. "Já tínhamos pedido para serem colocados outros meios de proteção, porque quem ali passa sente grande insegurança. Podiam ter sido evitadas duas mortes", diz ao CM Manuela Sábio, gerente da empresa de transportes Transwhite.

O casal morto, que não tinha filhos, vivia no Olho Marinho, em Óbidos. "A vida deu-nos uma chapada", manifestaram tios das vítimas. A população da aldeia está consternada.

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