Travão das demolições pode sair do Parlamento

Vinte e duas habitações dos núcleos do Farol e dos Hangares estão sinalizadas para serem destruídas.

21 de fevereiro de 2018 às 09:03
Núcleos do Farol e dos Hangares, na ilha da Culatra Foto: Nuno Alfarrobinha
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Os ilhéus dos núcleos habitacionais do Farol e dos Hangares, na ilha da Culatra, em Faro, têm, esta sexta-feira, na Assembleia da República, em Lisboa, a última oportunidade para verem a decisão do Governo de demolir mais 22 habitações revertida.

A votação vão estar dois projetos de resolução, do PCP e do BE, que exigem a "suspensão imediata das demolições", cujo processo de tomada de posse administrativa está previsto começar na próxima terça-feira, dia 27.

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"A coberto de uma suposta defesa dos valores naturais, sucessivos governos de PS, PSD e CDS têm procurado expulsar as comunidades locais das ilhas barreira da ria Formosa", acusa o projeto do PCP, que vai a votos na sessão plenária de sexta-feira no Parlamento e que pede ao Governo a suspensão das demolições.

O documento do BE tem o mesmo objetivo. A sessão vai contar com a presença dos ilhéus, uma vez que já estão reservados dois autocarros para os transportar para Lisboa, onde vão assistir à votação dos partidos.

"Estou um bocado cético. O ano passado foi-nos prometido que iria ser constituída uma comissão consultiva, com a participação das associações de moradores, para debater o novo plano de ordenamento costeiro entre Vila Real de Santo António e Vilamoura e nada foi feito. Não deveria haver demolições até isso estar definido e discutido", disse ao CM Feliciano Júlio, presidente da Associação de Moradores do Farol, que esta segunda-feira, na Assembleia Municipal de Faro, viu uma moção de apoio à suspensão das demolições ser rejeitada - votos contra do PS, abstenção do PSD e votos a favor do PCP e BE.

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