TRAZIA A CATANA E USOU O CARRO
Andou semanas a evitar a PSP, mas ontem ficou sem alternativas. Ou quase. Quando o polícia o mandou parar, na Rua da Madeira, no Alto da Cova da Moura, ele fez o contrário. Acelerou e passou-lhe por cima dos pés. Só que estava a ser seguido e um carro-patrulha cortou-lhe o caminho. Era o fim. Só se ele não pudesse evitar. Tinha uma catana escondida nas costas, mas os problemas vieram pela frente. É que o polícia atropelado era um ex-elemento das forças especiais da PSP.
A polícia diz que foi detido um homem de 41 anos, anteontem, depois de desrespeitar um sinal de paragem feito por um agente da autoridade. O pé no acelerador conta o resto da história. “O indivíduo ignorou a ordem e passou com o carro por cima dos pés do agente”, referiu uma fonte.
Com o carro em fuga, o polícia atropelado usa a arma para efectuar três disparos. Um sai para o ar – as regras de uso de arma de fogo assim determinam –, o segundo e o terceiro em direcção à viatura. Certeiros, mas pouco eficazes, porque o carro, um Lancia Y10, mesmo com o pneu baleado, continuva a andar. Foram poucos metros, até um carro-patrulha lhe barrar o caminho.
O homem de 41 anos ficou cercado, mas não convencido. De acordo com as autoridades, trazia uma catana escondida nas costas, por baixo da roupa. Mas o polícia, o mesmo polícia que tinha atropelado e que disparara sobre o seu carro, voltou a aparecer-lhe pela frente.
O agente, um ex-elemento do Grupo de Operações Especiais da PSP, acabou por levar a melhor e consumar a detenção – antes de ser levado ao Hospital Fernando Fonseca, na Amadora, para ser assistido aos ferimentos sofridos nas pernas.
O detido, que além da catana guardava nos bolsos alguns resíduos de heroína, tinha também o seu nome num pedido do Departamento de Investigação e Acção Penal dirigido às autoridades.
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