Três suspeitos de balearem turista na Baixa de Lisboa entregam-se à PJ

Suspeitos podem responder por homicídio tentado.

15 de setembro de 2026 às 19:54
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Entregaram-se ao início da noite desta terça-feira, na sede da Polícia Judiciária (PJ), em Lisboa, os três homens que, segundo a investigação do Ministério Público (MP), são suspeitos de terem atingido a tiro a turista sueca de 42 anos, na manhã de 10 de agosto, na Baixa da capital. Podem responder, em tribunal, pelo crime de homicídio tentado.

A PJ, antes de receber os três suspeitos, fez, na manhã desta terça-feira, buscas às residências dos mesmos. O CM sabe que as diligências decorreram na zona de Lisboa, e pelo menos numa localidade do Norte do país. Os visados não se encontravam em casa e, apurou o nosso jornal, nada de concreto foi apreendido.

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Os advogados dos três homens, entretanto, encetaram contactos com o MP e a PJ, e acordaram que os mesmos se entregassem. A investigação, sustentada principalmente em imagens de videovigilância e de vídeos de telemóveis, que captaram não só o conflito anterior aos disparos (que envolveu os 3 homens, e membros de uma família rival), como o momento do disparo, e da fuga posterior. Os suspeitos, acreditam os investigadores, estiveram presentes no momento do crime, na rua Augusta (local do crime). Um deles será o autor material do disparo que feriu, na barriga, a turista sueca. A vítima teve alta dias depois, prestou depoimento no âmbito do processo, e abandonou Portugal logo de seguida.

Após a validação da entrega voluntária dos três, os suspeitos passaram a noite na cadeia anexa à sede da PJ, em Lisboa. Acredita-se que serão, nesta quarta-feira, presentes a juiz de instrução criminal para aplicação de medidas de coação. O processo, no entanto, pode sofrer com a falta de provas importantes. Não existem armas de fogo apreendidas e a realização de exames periciais aos três homens (nomeadamente a presença de pólvora nas mãos, resultante de disparos de arma de fogo), pode já não ser uma solução, devido ao facto do crime ter ocorrido há mais de um mês. 

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