Tribunal de Portalegre condena mulher a pena de prisão por crimes de burla e falsidade informática

Arguida apropriou-se de quantias monetárias de terceiros de forma ilegítima através da aplicação MBway.

27 de fevereiro de 2026 às 18:31
Tribunal Portalegre Foto: Madalena Lino
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O Tribunal de Portalegre condenou uma mulher, de 25 anos, numa pena de seis anos de prisão efetiva por nove crimes de burla informática e nove crimes de falsidade informática, divulgou esta sexta-feira o Ministério Público (MP).

Em comunicado publicado no 'site' da Procuradoria-Geral Regional de Évora, o MP explicou que o acórdão do Juízo Central Cível e Criminal de Portalegre foi proferido na quarta-feira.

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Segundo o Ministério Público, "o tribunal deu como provado" que a arguida "decidiu apropriar-se de quantias monetárias existentes em contas bancárias pertencentes a terceiros, de forma ilegítima, através da aplicação MBway, mediante plano previamente elaborado juntamente com outros indivíduos não concretamente identificados".

"Para tal, contactava vendedores de artigos anunciados no OLX, mostrando interesse na compra dos mesmos, prontificando-se a fazer o pagamento através de MBway", adiantou o MP.

Assim, segundo o comunicado, "dava instruções às vítimas do que deveriam fazer para poderem receber o pagamento, quando, na verdade, aquelas estavam a facultar-lhes pleno acesso às contas".

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"O Tribunal ponderou o alarme social provocado pelas condutas da natureza das que estão em causa nos autos (Burlas MBway), face ao número e frequência da sua ocorrência", acrescentou o MP.

O coletivo de juízes "atendeu ainda ao grau de ilicitude dos factos, elevado, tendo em consideração o valor global de que a arguida se apropriou", 13.950 euros.

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