Tribunal põe em liberdade assaltante de residências
Um homem detido pela PSP em Faro, por assalto a uma residência na zona do Vale da Amoreira, saiu ontem em liberdade do tribunal de turno, em Tavira, sem ter sido presente a primeiro interrogatório judicial. O Ministério Público entendeu que não se justificava, dada a pesada agenda do dia e a forte probabilidade de a medida de coacção a decidir pelo juiz não chegar a prisão preventiva.
O assaltante foi apanhado na quinta-feira à tarde. Tinha acabado de furtar de um apartamento objectos de ouro no valor de 13 mil euros. Tentou introduzir-se num segundo apartamento da mesma urbanização, mas os proprietários estavam em casa e alertaram as autoridades pelo telefone. O homem ainda saltou para outra varanda, mas acabou por ser detido por agentes da PSPque se deslocaram rapidamente ao local após terem recebido o alerta.
Ao que o CM conseguiu apurar, o assaltante ofereceu resistência à detenção e ainda conseguiu agredir um agente da PSP com um pontapé. Esta terá sido, aliás, a razão mais forte para que tivesse ficado detido até ser presente a um juiz, para primeiro interrogatório judicial. O indivíduo foi ontem levado para o Tribunal de Tavira, mas não chegou a ser presente a um juiz. O MP subscreveu o Termo de Identidade e Residência subjacente à sua condição de arguido e deixou--o sair em liberdade. Fonte judicial explicou ao CMque havia fortes probabilidades de não ser decretada a prisão preventiva.
E, como ao tribunal de turno foram também ontem presentes os cinco arguidos no caso do sequestro de um empresário espanhol (ver pág. 12), o MPoptou por abreviar osprocedimentos.Oassaltante, com antecedentes criminais e toxicodependente, saiu em liberdade sem ser ouvido por um juiz.
PORMENORES
CADASTRO
O assaltante, com 25 anos de idade, mostrou grande à-vontade enquanto esteve sob custódia policial, tendo mesmo referido que já esteve preso. Está referenciado em diversos processos-crime, pelo que deverá reincidir.
RESSACA
O arguido está referenciado como toxicodependente. O CM apurou que, enquanto esteve nos calabouços do Tribunal de Tavira, de manhã e até meio da tarde, o homem mostrou sintomas de privação de droga no organismo.
CÚMPLICE
O assaltante poderá não ter agido sozinho. Suspeita-se da colaboração de um amigo, possivelmente toxicodependente, familiar do proprietário do apartamento de onde o assaltante furtou os objectos de ouro.
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