Tribunal requer certidão dos dados de telemóvel do acusado de matar Daniela Padrino

Defesa de João Pedro Oliveira requereu esclarecimentos a relatório pericial, mas pedido foi indeferido.

05 de maio de 2025 às 18:05
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O coletivo de juízes do Tribunal de Matosinhos requereu, esta segunda-feira, a extração de uma certidão, com caráter de urgência, de um relatório de pesquisa informática e análise digital ao telemóvel de João Pedro Oliveira, o arguido acusado de matar a ex-namorada Daniela Padrino em junho do ano passado, em Matosinhos. O pedido surge na sequência de um requerimento feito pelo procurador do Ministério Público durante a sessão de julgamento. O relatório realizado no âmbito de outro processo terá conversações do Whatsapp, pesquisas no Google e na rede social Instagram, feitas antes da morte de Daniela Padrino. "Mostra-se imprescindível para a descoberta da verdade", considerou o procurador. 

Durante a sessão, a defesa de João Pedro Oliveira pediu esclarecimentos sobre os relatórios periciais que concluem que o arguido é imputável. O advogado do arguido considera que o relatório psicológico e o relatório psiquiátrico apresentam "contradições". Segundo o magistrado, no relatório psiquiátrico existe uma "desvalorização do fator de impulsividade do arguido" e uma avaliação analítica final e clara de "não-psicopata", o que não se verifica no relatório psicológico onde é referido que o arguido "poderá exibir excessiva emocionalidade ou impulsividade" e uma personalidade psicopata. 

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Perante a solicitação da defesa do arguido, o tribunal entendeu indeferir o pedido por considerar que o relatório é "esclarecedor, consistente e coerente", "não vigorando qualquer tipo de nulidade". 

João Pedro Oliveira está acusado de homicídio qualificado e condução perigosa - atropelou a ex-namorada sete vezes para a matar. 

O julgamento retoma no dia 27 de maio. 

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