Triplo homicida fica na cadeia
Francisco Ribeiro, o autor do triplo homicídio num elevador de um prédio, em Queluz, Sintra, teve alta médica e já está em preventiva na prisão-hospital de Caxias, em Oeiras. Foi presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Sintra e o juiz aplicou-lhe a medida de coacção mais grave, situação em que vai aguardar até julgamento.
A tese apresentada pelo triplo homicida não vingou. Aquele garantia não ter agido com intenção de matar, assegurava que apenas queria assustar as vítimas.
No entanto, a reconstituição dos homicídios feita pela PJ demonstra exactamente o contrário. Presas no elevador - Maria de Lurdes Almeida e a filha Rute, cunhada e sobrinha do homicida, de 70 e 34 anos, estavam com Ailton Pacheco, de 24, contratado para lhes fazer segurança - não tinham qualquer hipótese de fuga. Francisco Ribeiro usou uma abertura para ‘regar' osfamiliares. Fê-lo de cima para baixo, deixando-os completamente embebidos em álcool. Ao atear o fogo, tornaram-se tochas humanas.
As autoridades esperavam desde 13 de Agosto que Francisco Ribeiro, de 58 anos, tivesse alta hospitalar, depois de também ter sofrido queimaduras de segundo grau no rosto, nas mãos, nos braços e nas pernas. Estava a ser vigiado pela PSP e Polícia Judiciária no Hospital de S. José.
Inicialmente, tinha sido assistido no Hospital Amadora--Sintra, mas por não dispor de unidade de queimados, aquele hospital ordenou a transferência para o Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa. Posteriormente, foi transferido para a unidade de queimados do Hospital de São José, onde esteve internado e foi submetido a várias intervenções cirúrgicas.
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