TURISMO DA FÉ EM BRAGA
Um roteiro com um conjunto de sete santuários do distrito de Braga vai marcar o arranque da implementação de um projecto de promoção do turismo religioso do Norte de Portugal. A iniciativa deverá estender-se já no próximo ano às dioceses de Viana do Castelo, Porto, Vila Real, Lamego e Bragança.
O projecto, que visa rentabilizar o potencial cultural da região, deu origem à criação da cooperativa 'Turel', que está a ser desenvolvida pela Associação Comercial (ACB) e pela Arquidiocese de Braga, integrando ainda diversas entidades públicas e privadas envolvidas na área de abrangência dos santuários - desde confrarias e irmandades a empresários e regiões de turismo.
Nesta primeira fase, o roteiro turístico abrange os santuários do Bom Jesus e do Sameiro (Braga), de S. Bento da Porta Aberta (Terras de Bouro), de Nossa Senhora da Abadia (Amares), da Penha e de S. Torcato (Guimarães) e de Porto d'Ave (Póvoa de Lanhoso).
Numa documentação a distribuir por agências de viagens de todo o País, embaixadas portuguesas e delegações do ICEP, são apresentações informações históricas e sugestões de visita dos templos religiosos e de toda a sua envolvência social, económica e cultural.
No desenvolvimento do projecto pretende-se ainda credenciar os programas turísticos em torno dos santuários com a marca 'Turel', assim como desenvolver o conceito de 'Peregrinos dos Santuários' - à semelhança do que acontece com os 'Caminhos de Santiago'.
"O conceito já está estruturado, testado e experimentado, devendo ser oficialmente apresentado dentro de um mês", adiantou Abílio Vilaça, director-geral da ACB e principal impulsionador da Turel, acrescentando que a implementação deste projecto no terreno vai conhecer um forte impulso nos próximos tempos, graças ao trabalho desenvolvido desde há 2 anos no levantamento, estudo e análise de todo o património cultural da região e do seu potencial turístico.
Como alvos preferenciais desta iniciativa, Vilaça aponta as comunidades portuguesas no estrangeiro e os mercados da América do Norte, Brasil, Austrália e África do Sul.
INCENTIVOS OFICIAIS
NÃO ‘SOL E PRAIA’
O projecto de desenvolvimento do turismo religioso no Norte do País mereceu o aplauso do Secretário de Estado do Turismo. Luís Correia da Silva sublinha a aposta do Governo na afirmação de que “Portugal não é apenas sol e praia. Esta é uma oportunidade para afirmar o turismo cultural, cada vez mais procurado pelos turistas portugueses e estrangeiros”.
SALVAGUARDA
Elisa Almeida, da Direcção-Geral do Turismo, defende que “o turismo é um factor de salvaguarda e valorização do património, induzindo benefícios económicos que ajudam à sua conversão”. E realça que “em Portugal existem tradições, singularidades artísticas e enquadramentos paisagísticos que configuram uma efectiva mais/valia no contexto do desenvolvimento de produtos turísticos de natureza cultural”.
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