Um último adeus a Saldanha Sanches

Os alunos fizeram questão de estender as suas capas à passagem da urna, os colegas professores trajaram a rigor para a derradeira homenagem a um dos melhores fiscalistas dos últimos anos e ao exemplo de "um homem livre". "Um paladino que a tortura e o calabouço não conseguiram calar", nas palavras de um seu colega da Faculdade de Direito.

17 de maio de 2010 às 00:30
Um último adeus a Saldanha Sanches Foto: Natalia Ferraz
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A Igreja de São João de Deus foi pequena para todos aqueles que quiseram estar presentes no funeral de José Luís Saldanha Sanches.

A magistratura do Ministério Público compareceu em peso. O procurador-geral, Pinto Monteiro, acompanhou Maria José Morgado, a companheira de sempre do fiscalista e procuradora-geral adjunta.

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Numas breves palavras de despedida, Maria José Morgado recordou um poema de Sophia de Mello Breyner para dizer que "José Luís estará sempre com os que lhe são queridos".

Sobre o marido, disse ainda ter sido "intolerável com a corrupção, os cobardes e os oportunistas", além de que morreu como sempre viveu: "um homem livre". Recordou e agradeceu ainda a forma dedicada com que toda a equipa do Hospital de Santa Maria tratou o seu marido. 

PORMENORES

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PINA MOURA E COSTA

Pina Moura e António Costa estiveram ontem na igreja.

FRANCISCO LOUÇÃ

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O líder do Bloco de Esquerda foi prestar a sua homenagem.

CATEDRÁTICOS

Estiveram os catedráticos de Direito Jorge Miranda e Marcelo Rebelo de Sousa.

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