Usa empresa fictícia para abrir contas em fraude de milhões
Homem e sociedade que criou acusados dos crimes de branqueamento e falsificação de documentos.
Um arguido, e a sociedade que ele constituiu, foram acusados pelo Ministério Público de Gondomar de um crime de branqueamento e três crimes de falsificação de documentos. Em causa está a criação de uma empresa fictícia com a qual procedeu à abertura de contas em três instituições bancárias, nas quais dissipou elevadas quantias em dinheiro provenientes de esquemas fraudulentos que cometia no estrangeiro. No total, o acusado permitiu a circulação de mais de 1,5 milhões de euros de transferências a crédito e mais de 1,2 milhões de euros em transferências a débito.
Para justificar vários dos movimentos junto das instituições bancárias, o arguido forjou faturas em nome da sociedade que, na realidade, nunca desenvolveu qualquer atividade económica. Os crimes foram cometidos entre setembro de 2021 e julho de 2022. A maioria das burlas eram cometidas através do esquema de CEO Fraud - com recurso mensagens normais, nas quais o esquema está camuflado, e que, na realidade, escondem intenções perigosas.
O Ministério Público formulou pedido de perda de vantagens dos saldos ainda apreendidos nas contas bancárias em nome da sociedade, no valor superior a 109 mil euros.
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