Utentes da EN125 alertam que degradação da via põe em risco os utilizadores
Nos últimos oito anos não houve "qualquer requalificação estrutural digna", tendo a falta de obras deixado o troço entre Vila Nova de Cacela e Tavira degradado, refere o Movimento de Cidadania.
O Movimento de Cidadania dos Utentes da EN125 -- Sotavento alertou este sábado que o "péssimo estado" da Estrada Nacional (EN) 125, entre Vila Nova de Cacela e Tavira, está a colocar em perigo os utentes da via.
Os utentes da estrada algarvia advertiram que o mau estado do pavimento se está a "agravar" e a "colocar diariamente em risco a segurança de milhares de utentes" que circulam no troço entre Vila Nova de Cacela, no concelho de Vila Real de Santo António, e Tavira.
"A requalificação da EN125 foi efetuada apenas entre Vila do Bispo e Olhão, deixando, mais uma vez, o sotavento [este] algarvio para trás. Neste troço, o piso apresenta inúmeros buracos, rasgos e abatimentos, agora agravados pelas chuvas recentes, tornando a circulação rodoviária perigosa e causando danos frequentes em viaturas", caracterizou o Movimento dos utentes da EN125.
A estrutura representativa dos utentes da EN125, que percorre o distrito de Faro no sentido este-oeste, recordou que a estrada foi alvo de intervenções na zona mais oriental do seu traçado em 2018, mas na ocasião os trabalhos apenas se centraram no troço entre Aldeia Nova, no concelho de Vila Real de Santo António, e Altura, no município de Castro Marim.
Nos últimos oito anos também não houve "qualquer requalificação estrutural digna desse nome", tendo a falta de obras deixado o troço entre Vila Nova de Cacela e Tavira degradado e num estado que coloca em risco quem utiliza a EN125, lamentou.
"Para além disso, subsiste a necessidade urgente de construção de uma rotunda no cruzamento de Santa Rita, infraestrutura que constava dos primeiros projetos de requalificação da EN125, mas que nunca chegou a ser executada", observou o Movimento de utentes.
O cruzamento em causa foi parcialmente fechado, há vários meses, pela Infraestruturas de Portugal, para quem entra na EN125 desde Santa Rita, em direção a Vila Real de Santo António, e isso criou um "bloqueio" que "Impede a viragem à esquerda e o seguimento em frente", de Santa Rita para Cacela Velha, criticou a estrutura representativa dos utentes.
Esta solução, sem uma rotunda como alternativa, tem "prejudicado gravemente as populações locais e as empresas ali instaladas", que são obrigadas a fazer vários quilómetros ou a inverter a marcha mais à frente em pela via para seguirem para este, em direção a Vila Real de Santo António, argumentou.
Trata-se de uma "situação prolongada de abandono e discriminação territorial" que o Movimento quer ver rapidamente corrigida para que as condições de segurança sejam restabelecidas na estrada algarvia".
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