Vela acesa na origem do fogo que matou turista em hotel em Fátima
Autoridades suspeitam que vela acesa esquecida no quarto da vítima possa ter causado a ignição. Mulher, de 63 anos, integrava grupo de turistas espanhóis. Amigos da vítima já regressaram a casa.
Ficou marcada pela tragédia o retorno a Fátima de um grupo de visitantes espanhóis, da região de Cádis, depois de, na madrugada desta segunda-feira, um dos seus elementos, uma mulher de 63 anos, ter morrido durante um incêndio que teve início no quarto do hotel onde estava hospedada.
A Polícia Judiciária está a investigar as causas do incêndio. Por agora, uma das teses em cima da mesa é que a chama de uma vela acesa, levada para o interior do quarto - no 1.º andar - tenha causado uma ignição nos tecidos e na roupa do quarto, que segundo garantiu Natália Pereira, uma das gerentes, são feitas com materiais “antifogo” - ao invés de causarem chamas, libertaram fumo denso.
“Estamos a ver nas câmaras se alguém entrou no quarto com uma vela acesa, porque, normalmente, é algo que não autorizamos”, notou a responsável.
O fumo espalhou-se por todo o hotel e, após o rececionista ter dado o alerta, levou à retirada temporária de 52 dos hóspedes. Só quando a vítima não respondeu a este alerta, não tendo comparecido no rés do chão, é que os responsáveis se aperceberam que alguém não tinha conseguido escapar. A mulher foi encontrada já sem vida, devido à exposição aos fumos tóxicos.
“Chamaram-nos a dizer que o corredor estava a arder”, explicou um dos elementos do grupo, recordando os momentos de pânico. “Não se conseguia ver nada”, acrescentou.
O grupo de Cádis, que tinha chegado a Fátima no sábado, reduziu a estadia e voltou esta segunda-feira para casa, após a hora de almoço.
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Decoração danos circunscritos
A decoração do hotel, feita com materiais antifogo, circunscreveu os danos ao quarto. Segundo Natália Pereira, cerca de 20 dos 100 quartos da unidade, os do primeiro andar, vão ficar inacessíveis durante os próximos dias.
PJ - diligências de noite
A Polícia Judiciária chegou ao local ainda durante as operações dos bombeiros. Assim que o incêndio foi extinto e a situação do espaço o permitiu, os inspetores avançaram para o edifício, para recolher indícios no local da ignição.
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