"Vice" de Vila Verde diz que "desconhece" acusações de corrupção ao presidente

O autarca de Vila Verde foi detido por suspeita de corrupção e prevaricação.

15 de fevereiro de 2017 às 13:15
António Vilela, presidente da Câmara de Vila Verde Foto: Nuno Fernandes Veiga
António Vilela, presidente da Câmara de Vila Verde Foto: Nuno Fernandes Veiga
António Vilela, presidente da Câmara de Vila Verde Foto: Nuno Fernandes Veiga
António Vilela, presidente da Câmara de Vila Verde Foto: Nuno Fernandes Veiga
António Vilela, presidente da Câmara de Vila Verde Foto: Nuno Fernandes Veiga
António Vilela, presidente da Câmara de Vila Verde Foto: Nuno Fernandes Veiga

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O vice-presidente de Vila Verde afirmou que "desconhece" acusações de corrupção e prevaricação, relacionadas com a alienação a uma empresa privada de 51% de uma escola profissional, ao presidente da autarquia, detido esta quarta-feira.

Em declarações à Lusa, Manuel Lopes salientou que não há acusações, mas que se está "perante indícios, suspeitas, que serão averiguadas, estudadas", e acrescentou que o presidente da câmara, António Vilela (PSD) "prestará todos os esclarecimentos no sentido de demonstrar que não existem as responsabilidades que lhe querem amputar".

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O autarca de Vila Verde foi hoje detido por suspeita de corrupção e prevaricação relacionado com a alienação, a uma empresa privada, de 51% de uma escola profissional, disse à Lusa fonte ligada ao processo.

De acordo com aquela fonte, além do autarca foi detido o proprietário da Escola profissional Amar Terra Verde (EPATV) fundada, em 2013 pelos municípios de Vila Verde, Amares e Terras de Bouro.

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Em causa estará um caso de alegada prática dos crimes de corrupção e prevaricação no processo de alienação daquela escola a uma empresa privada, da concessão de um parque estacionamento à superfície e da construção de um parque de estacionamento a uma empresa do setor da construção civil.

Quanto à alienação do capital social na referida escola, Manuel Lopes afirmou estar convencido que o processo foi "transparente".

"Não sei de quem foi a ideia [de alienar a escola] mas julgo que dos três municípios (...). Foi uma decisão no âmbito dos três municípios. Foi um processo, tanto quanto sei, público, transparente, e feito certamente tendo em conta o interesse público da decisão", afirmou.

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A Lusa tentou entrar em contacto com a referida escola profissional, o que não foi possível em tempo útil.

Fonte judicial admitiu que sejam ouvidos ainda durante a tarde de hoje nos serviços judiciais em Braga.

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