Viola sobrinha de 13 anos no dia em que a mulher acaba licença de maternidade
Vítima reside no Alentejo mas estava a passar férias com familiares na Amadora. Tio ficou em prisão preventiva.
Um período de férias em casa de familiares na Amadora acabou da pior forma para uma menina de 13 anos. Foi violada pelo tio - uma das pessoas que deviam cuida da adolescente - quando a tia saiu para trabalhar. Após o violento ataque sexual, o homem, de 25 anos, ameaçou a menor para ficar calada, mas o estado em que deixou a menina levou outros familiares a aperceberem-se que algo estava errado. O relato e os exames no hospital confirmaram o crime. O homem foi detido no mesmo dia pela Polícia Judiciária e já está em prisão preventiva.
A menor reside no Alentejo e quis passar uns dias de férias com familiares que vivem em diferentes apartamentos do mesmo prédio na Amadora. Os tios tinham sido pais há cerca de seis meses e a menina gostava de ajudar a cuidar da prima bebé. Segundo o CM apurou, os primeiros dias decorreram normalmente e o homem nunca demonstrou comportamentos suspeitos. Mas no dia em que a tia terminou a licença de maternidade e voltou a trabalhar a menor ficou sozinha com o tio.
De acordo com a PJ, durante a madrugada de dia 1 de setembro "a menor foi violada com recurso a força física, tendo sido coagida a guardar silêncio". O crime ocorreu no apartamento onde o casal vivia com a bebé de seis meses. Pouco depois, a menor foi para a casa de outros familiares, que estranharam o estado da menina. Quando foi questionada se algo tinha acontecido revelou que o tio a tinha violado.
Estes familiares acionaram logo as autoridades e uma equipa da Secção de Investigação de Crimes Sexuais da PJ deslocou-se de imediato ao hospital para onde a criança foi conduzida. As perícias confirmaram o relato da menor e as diligências realizadas a seguir "culminaram na localização e detenção do arguido".
O suspeito foi presente a tribunal e indiciado por crimes de violação e coação agravados. Perante os indícios recolhidos o juiz de instrução não teve dúvidas em aplicar a prisão preventiva.
"A menor encontra-se neste momento em segurança, junto da mãe", garante a PJ.
Férias são momento de risco
Os períodos de férias escolares podem ser momentos de risco para os crimes sexuais uma vez que as vítimas, sobretudo no caso de crianças e menores, são deixadas aos cuidados de pessoas que habitualmente não cuidam delas, mas são familiares próximos. Fonte da PJ afirma que é preciso perceber os sinais e perguntar se algo de errado aconteceu.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt