VÍRUS GIGANTE ESCONDIDO NO AR CONDICIONADO
Investigadores franceses identificaram um vírus “gigante” no sistema de um ar condicionado. Uma descoberta que não surpreendeu a presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, Maria João Gomes. “Esse tipo de aparelhos acumulam microrganismos associados a problemas respiratórios”, esclareceu aquela responsável.
E como se isto não bastasse, a situação em Portugal pode tornar-se ainda ainda mais preocupante porque não há legislação que regule a manutenção dos equipamentos.
O vírus agora descoberto, observável num microscópio normal, está a ser encarado como um possível agente de pneumonia, de acordo com o relato publicado ontem pela revista Science. Como este, muitos outros microrganismos se acumulam nos aparelhos de ar condicionado.
“Um aparelho de ar condicionado é como uma uma ventoinha apontada para um armário espalhando vírus, batérias e poeiras”, diz Maria João Gomes.
Conjuntivite, síndroma das mucosas irritadas e dores de cabeça são apenas alguns dos sintomas que podem estar relacionados com aparelhos de ar condicionado.
No entanto, uma outra doença mais grave, a legionella, uma forma de pneumonia, está associada aos aparelhos de ar condicionado. Os seus sintomas assemelham-se aos da gripe (febres altas, calafrios e dores musculares). E já foi encontrada em edifícios em Portugal. Os problemas de saúde provocados por estes aparelhos podem, contudo, ser minimizados adoptando algumas medidas básicas.
“Uma boa limpeza e manutenção, selecção cuidada da localização, bem como a escolha de determinados materiais”, são alguns desses requisitos de segurança, de acordo com fonte da Direcção-Geral da Saúde.
No que diz respeito aos equipamentos domésticos não se têm registados problemas, tanto mais que os aparelhos mais recentes já não utilizam água (onde se desenvolve a legionella) no sistema, explicou ao CM fonte da Direcção-Geral da Saúde.
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