Viseu: Pedidos 17 anos de prisão por homicídio à marretada

O Ministério Público (MP) de Viseu pediu esta quinta-feira uma pena “a rondar os 17 anos de prisão” para o jovem que em Novembro do ano passado matou a namorada à marretada.

04 de novembro de 2010 às 19:53
Viseu, Homicídio, Crime, Crime Passional, Ministério Público, Marretada Foto: Nuno André Ferreira
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O advogado de defesa pediu uma pena “justa e adequada”, já que David Saldanha, segundo o relatório dos médicos, “é um psicopata”.

Nas alegações finais, o procurador considerou que David Saldanha agiu “com frieza de ânimo e persistiu na ideia de matar” Joana Fulgêncio, de 21 anos. Adiantou que o arguido matou “por motivo torpe ou fútil – só porque a vítima o contrariou e não queria continuar o namoro”.

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O procurador não tem dúvidas que o acusado matou “à falsa fé” de “forma traiçoeira” porque “não deu hipótese de defesa à vítima”.

O advogado de acusação, Carlos Valverde, considerou o arguido “um calculista”, descreveu a forma “brutal” como a jovem foi morta e disse “não haver dúvidas” de que David Saldanha teve uma conduta “desumana e sem piedade”. Por isso pediu uma pena “nunca inferior a 22 anos”.

Joaquim Ribeiro, advogado de defesa, destacou sobretudo às perícias médicas a que o arguido foi sujeito e desvalorizou os depoimentos de várias testemunhas, entre elas o segurança de uma discoteca onde o casal de namorados se terá desentendido.

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Considerou que, perante o relatórios dos médicos, David tem “uma personalidade anormal psicopática, por isso é um psicopata”. O causídico apelou ao tribunal para analisar bem “o grau de culpa” do arguido, “que é uma pessoa doente”.

O procurador fez um reparo e condenou o comportamento da mãe da vítima no decorrer do julgamento, salientando o facto de ter ido para a sala do tribunal com “mensagens escritas em camisolas e pontapeado o carro celular”.

Esta observação deixou-a furiosa, pelo que se levantou e gritou aos magistrados: “Não foi com a vossa filha. A minha filha é que foi assassinada!”.

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A mãe da vítima e mais quatro populares foram expulsos da sala pelo colectivo de Juízes após momentos de grande nervosismo.

A leitura do acórdão está marcada para 23 de Novembro.

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