Vítima e homicida foram a enterrar

A opinião é unânime. Ninguém, desde colegas de trabalho até às jovens que treinava no Grupo Desportivo Os Patuscos de Vialonga, consegue compreender o que se passou com o guarda-prisional Isaac Correia, que na noite de Carnaval matou Luís Gomes e ainda disparou sobre a actual companheira antes de se suicidar com um tiro.<br/><br/>

28 de fevereiro de 2009 às 00:30
Vítima e homicida foram a enterrar Foto: Bruno Colaço
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Ontem de manhã, no funeral de Isaac, no cemitério de Forte da Casa, V.F. Xira, dezenas de colegas do Estabelecimento Prisional do Montijo – onde prestava serviço – prestaram a última homenagem ao homem considerado 'afável e respeitador' por alguns e 'pessoa de sangue quente' por outros.

Ninguém quis prestar declarações mas as conversas variavam pouco. 'O que é que lhe deu para fazer uma loucura destas?', foi a pergunta repetida vezes sem conta. Resposta não havia, apenas o lamento: 'O pior vai ser para as crianças. Vão ter de crescer com a imagem do padrasto a matar o pai. E talvez a mãe...'

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A cerimónia, simples e curta, ficou ainda marcada pelo colorido das camisolas de jogo que as atletas dos ‘Patuscos’ usaram em homenagem ao antigo treinador e vice-presidente do clube.

Poucas horas depois mas a quase 250 quilómetros de distância, foi a vez de amigos e familiares de Luís Gomes – baleado mortalmente por Isaac Oliveira quando foi a casa da ex-mulher para ver os filhos – se despedirem. Desconhece-se se as três crianças – rapazes de 11, seis e ano e meio – estiveram presentes no funeral do pai, que decorreu em Silves.

Com a morte do pai e o internamento da mãe em estado grave, o destino das crianças é, por enquanto, incerto. Após a tragédia ocorrida em Vialonga, os jovens foram levados para o Algarve por familiares e ficaram entregues à avó e tios paternos. Recorde-se que o casal viveu no Algarve e se mudou para Vialonga até à separação, há poucos meses.

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PORMENORES

VIDA EM PERIGO

Tânia, de 29 anos, está em estado muito grave no Hospital de São José, com a vida presa a um ventilador.

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MORTE ESCONDIDA

Luís Caldeira, primo de Luís Gomes, disse ao CM que a família não iria, 'por enquanto', contar às crianças o sucedido na noite de Carnaval.

FILHO INFORMA A GNR

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Apesar da tenra idade, 11 anos, foi T.G. que informou a GNR de Vialonga logo após os disparos que mataram pai e padrasto.

 

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