Viúva da vítima recorda terror
Helen Turner, viúva do britânico alegadamente assassinado por cinco romenos durante um assalto, em Abril de 2005, na vivenda do casal, no Sobradinho de Alfeição (Loulé), revelou ontem ao colectivo do Tribunal de Loulé que foi “acordada com murros na cabeça” por um dos assaltantes.
Na segunda sessão do julgamento de três dos cinco suspeitos – dos outros dois um está por identificar e outro a monte –, a vítima de 55 anos não conteve as lágrimas ao recordar que só se apercebeu de que o marido (John Turner) morrera depois dos assaltantes fugirem. E revelou que, enquanto era agredida, o marido, deitado a seu lado, lutava contra dois dos assaltantes.
Helen contou que um dos encapuzados colocou-se sobre o seu corpo, prendeu-lhe as mãos e acariciou-lhe os seios enquanto tentava “com uma mão enluvada” penetrar-lhe a vagina com os dedos. A testemunha, enfermeira de profissão, confessou que o assalto foi “muito doloroso” e pensou que a iam matar pois viu junto à almofada o macaco mecânico (igual aos usados nos automóveis) com que o grupo arrombou a porta da vivenda.
A vítima, que estava nua, foi amarrada com cintos e fios do telefone pelos criminosos que fugiram com os bens roubados “a gritar e a festejar”. Depois de se libertar, Helen calçou uns sapatos e foi pedir socorro num café.
A próxima sessão está marcada para dia 1 de Junho. No dia 8, será ouvido o director de Tanantologia Forense do Instituto de Medicina Legal de Coimbra.
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