Volta a ser julgado por matar o pai
O Supremo Tribunal de Justiça ordenou a repetição do julgamento no qual Carlos Teixeira, de 42 anos, foi condenado a 23 anos de cadeia por assassinar o pai com uma foice e tentar matar a madrasta a tiro, em fevereiro de 2011, em Vila Verde da Raia, Chaves.
Os juízes conselheiros querem que o caso volte a ser julgado. Em causa está existirem contradições sobre os factos que ocorreram no dia do crime.
No julgamento em Chaves, o coletivo de juízes deu como provado que no dia do crime Carlos dirigiu-se à casa do pai, ameaçou a madrasta, e que alguém deu um tiro para o ar para intimidar o homicida. O tribunal não conseguiu, no entanto, determinar se quem disparou a espingarda foi a madrasta de Carlos, o pai, ou então um irmão.
O Tribunal da Relação do Porto teve um outro entendimento. No acórdão de recurso, alterou os factos e diz que quem deu o tiro foi Amílcar Gonçalves, pai do homicida. Não explicaram como chegaram a tal conclusão.
O Supremo Tribunal de Justiça quer ver a questão esclarecida e saber se é possível ou não determinar afinal quem disparou.
Carlos matou o pai com uma foice devido a desavenças antigas. Nunca aceitou que o homem, de 72 anos, tivesse uma relação com Teresa, de 46. O homicida foi ainda condenado a pagar uma indemnização de mais de 282 mil euros.
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