Voluntárias para fazer sorrisos

Deixar de estar com a família para ficar com estranhos ou prescindir de uma ida ao cinema para ouvir os outros. Uma opção certa? Claro que sim, respondem as mulheres que fazem voluntariado ouvidas pelo CM. “Basta receber um sorriso para recompensar todas as horas que dedicamos aos outros”, asseguram.

08 de março de 2005 às 00:00
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Manuela Rilvas é o exemplo do voluntariado em Portugal. É empresária mas, acima de tudo, voluntária, desde o longínquo ano de 1976, altura em que entrou para a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), instituição que hoje preside. “Dar uma palavra amiga e um pouco de ânimo é muito importante para quem sofre e os momentos que passamos com os doentes são sempre recompensados. O voluntariado é um sentimento de solidariedade que contribui para o bem-estar da comunidade.”

O milhar de voluntárias da LPCC fazem um “trabalho importante no apoio hospitalar, mas também na participação de actividades de angariação de verbas da Liga e, especialmente no contributo que dão na prevenção e rastreio da doença”.

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EXEMPLOS DE DEDICAÇÃO

Rita Paulo, funcionária pública de 52 anos, é voluntária na Cáritas e na acção social em Coruche. “Faço-o há vários anos e sinto-me muito bem por ajudar os outros, em especial as pessoas mais carenciadas. É sempre uma grande recompensa quando recebemos um sorriso.”

Isabel Ribeiro, de 43 anos, dá aulas de Ciências e um apoio precioso em Coruche. “Já estive doente, mas não foi a doença que me levou a ser voluntária. Aquilo que recebemos é muito mais do que damos e, acima de tudo, fazemos grandes amigos.”

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