Voo privado da China recusado pela Islândia e Haiti aterra nos Açores. Autoridades garantem inexistência de risco
Voo "saiu de Hong Kong há mais de 15 dias, tendo passado por Japão, Islândia, França e Haiti", referiu o executivo.
O gabinete de imprensa do Governo dos Açores sublinhou no domingo que a coordenadora regional de Saúde Pública, Ana Rita Eusébio, e o delegado de Saúde Pública de Ponta Delgada, Eduardo Cunha Vaz, confirmaram não existir qualquer "risco específico" para a saúde pública relacionado com o voo particular que aterrou sábado no Aeroporto de Ponta Delgada, proveniente do Haiti.
O referido voo "saiu de Hong Kong há mais de 15 dias, tendo passado por Japão, Islândia, França e Haiti", referiu o Governo.
"Nenhum dos 11 passageiros e três tripulantes provém de Wuhan, na China, nenhum teve qualquer contacto com pessoas suspeitas de infeção por coronavírus e nenhum apresenta qualquer sinal ou sintoma de doença", lia-se na nota.
Como tal, sublinhou o executivo açoriano, "não existem critérios clínicos e epidemiológicos para casos suspeitos".
A transportadora SATA enviou esta segunda-feira também uma nota à imprensa indicando que "nenhum passageiro proveniente do referido voo embarcou em voo da Azores Airlines com destino a Lisboa".
A responsável indicou que foram as autoridades alfandegárias açorianas a contactar as autoridades de saúde, que fizeram um inquérito epidemiológico e recolheram a história clínica dos passageiros.
Em declarações à publicação Miami Herald, o avião avisou o Aeroporto Internacional Toussaint Louverture, no Haiti, que o avião provinha do Dubai e não de Hong Kong como mostravam os registos. Ernst Renaud, diretor de operações do aeroporto, confirmou que as Bahamas recusaram receber o voo, tendo seguido para a República Dominicana para reabastecer. O voo acabou por seguir para a República Dominicana, onde pôde apenas reabastecer. Seguiu depois para Porto Príncipe.
A China elevou hoje para 362 mortos e mais de 17 mil infetados o balanço do surto de pneumonia provocado por um novo coronavírus (2019-nCoV) detetado em dezembro passado, em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).
Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há mais casos de infeção confirmados em 24 outros países, com as novas notificações na Rússia, Suécia e Espanha.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou na quinta-feira uma situação de emergência de saúde pública internacional (PHEIC, na sigla inglesa) por causa do surto do novo coronavírus na China.
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