William de Carvalho revela que Bruno de Carvalho disse a Mustafá para "partir os carros dos jogadores"
André Geraldes é ouvido esta tarde no Tribunal de Monsanto.
William de Carvalho está esta sexta-feira em tribunal para relatar as agressões de que foi alvo e o que viu durante o ataque à Academia do Sporting, em maio de 2018.
O CM sabe, de acordo com informação avançada pelo advogado de Bruno de Carvalho, que este não estará presente nesta que é a 24ª sessão de julgamento.
Da parte da tarde, está previsto ser ouvido André Geraldes.
Acompanhe ao minuto 17h02 -
16h48 - 15h30 - "
15h15 - Confirma que no dia 15 de maio, Vasco Fernandes lhe ligou a dizer que iam adeptos à academia. "Disse-lhe para ligar ao Ricardo Gonçalves porque estava com um grande problema em mãos [refere-se ao Cashball]. Nesse dia não tinha cabeça para nada. Muita gente me ligou nesse dia", atira. Diz não se lembrar de ter sido contactado por Bruno Jacinto, que nas suas alegações disse ter enviado uma mensagem a Geraldes a avisar que os adeptos iam à academia no dia seguinte, da qual não obteve resposta. 15h05 - 14h53 - 14h46 - 14h44 - 14h38 - 14h29 - 14h27 - 12h53 - 12h17 -
"Não ligou a Mustafá a confrontá-lo com a situação dos carros?", regressa assim às questões o advogado. "Não", diz o jogador. A juíza volta a interferir e diz ao advogado que o apontamento dele "está diferente" do dela.
"Como era a relação com o Bruno de Carvalho?", continua o interrogatório por parte do advogado. "Era uma relação normal entre jogador e presidente", responde William. Advogado pergunta ao jogador se trocacam mensagem e a resposta foi: "sim, quando era preciso". 12h05 -
"Como conseguiu libertar-se?", questiona o profissional. "Com a ajuda de Patrício e Coates", explica.
No decorrer deste interrogatório, o ex-leão é questionado sobre se "viu o funcionário Frederico Varandas". "Vi", diz. O advogado de Bruno de Carvalho continua as perguntas: "Quando o viu ainda estavam lá os invasores?". "Não", garante William. 11h57 -
"Disse que recebeu um telefonema de Mustafá a dizer que o presidente o mandou partir os carros dos jogadores?", pergunta o advogado e o jogador responde que "sim". Telefonema esse que aconteceu em janeiro.
"Porque terá o presidente pedido isso"?, pergunta a William que refere não saber. 11h21
A juíza confrontou ainda William por este ter ligado a Mustafá. Este responde que lhe ligou a perguntar o que se tinha passado. 11h07 -
Nessa reunião, conta o ex-leão, o "presidente virou-se para mim e disse que eu era o culpado de tudo e que já devia ter saído há muito tempo".
"Houve um dia que o Mustafá me ligou a dizer que o presidente lhe tinha ligado e tinha dito para partir os carros dos jogadores", revela aos juízes. Nessa reunião, William questionou Bruno de Carvalho sobre esta situação. Bruno de Carvalho negou ter mandado Mustafá partir os carros. 11h00 -
"O presidente perguntou se, independentemente de tudo, estávamos com ele", conta acrescentando que "ninguém percebeu bem o que ele queria dizer".
Nessa reunião foi ainda falado sobre o comportamento de Acuña. "O Bruno de Carvalho disse que tinha vários elementos da claque a ligar-lhe" e acrescentou ainda, diz William, que os jogadores podiam "ficar traquilos" porque ele ia "resolver esta situação". 10h51 -
William de Carvalho procura justificar o porquê do ataque a jogadores específicos. "Em relação ao Acuña julgo que foi por causa do jogo na Madeira.
"E em relação ao Bataglia e ao Patrício, percebeu o porquê?", perguntam os juízes. "Não", diz o ex-leão.
A Procuradora regressa ao tema do jogo na Madeira, uma partida em que os verdes e brancos foram derrotados. "Perdemos o jogo e os adeptos começaram a chamar-nos nomes", conta William. 10h47 -
"Alguma vez tentou entrar em contacto com ele", perguntam. "Não", atira William.
"Na qualidade de capitão, sabia que adeptos iam ver jogadores ou falar com eles?", questionam e o jogador responde que isso "aconteceu uma ou duas vezes. Não era habitual". Era algo, que segundo o jogador, era planeado e não acontecia de surpresa. 10h41 -
Foi depois de os ver que William diz ter visto também Jorge Jesus. "O mister estava com sangue na cara e no pescoço", recorda. "Não sabia o que fazer, era uma situação de pânico", afirma. 10h35 -
O coletivo de juízes pergunta ao jogador de têm o contacto telefónico um do outro. "Sim", responde. Continua o interrogatório e o ex-leão é questionado se falou com Valter Semedo depois do ataque. William responde que "não".
10h24 -
Depois de ser agredido, o jogador relembra que Rui Patrício o tentou socorrer a ele e aos colegas. Depois, conta, "não vi mais agressões". "O vestiário ficou cheio de fumo e vi-os lançarem tochas". 10h19 -
"Gritavam e faziam barulho", continua. "Começámos a ouvir gritos e a ver pessoas a virem em direção ao balneário". "Estávamos a sair do ginásio" quando tudo aconteceu, conta o jogador.
A participar no ataque estavam "cerca de 40 homens. Eram mais do que os jogadores. Nós só éramos 23 ou 24", relembra, especificando que os atacantes "estavam de cara tapada". "Entraram, iam aos gritos e diziam que nos iam matar", diz William. 10h15 -
O jogador, que saiu do Sporting, em 2018, é questionado sobre que arguidos conheçe. Ao coletivo de juízes, o ex-leão responde que conhece o Elton Camará, o Bruno de Carvalho, o Valter Semedo, o Fernando Mendes eo Mustafá.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt