Correio da Manhã

Chuva torrencial afetou água em Seia e Gouveia
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Por Alexandre Salgueiro | 10:17
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Enxurrada arrastou pedras e ramos de árvores para o açude da Senhora do Desterro

A chuva torrencial que se abateu sobre a vertente ocidental da serra da Estrela no último fim de semana provocou enxurradas que afetaram a distribuição de água em cinco aldeias dos concelhos de Seia e Gouveia durante vários dias.

Terra, pedras e ramos de árvores foram arrastados para o açude da Senhora do Desterro, em Seia, onde é feita a captação para a Estação de Tratamento e posterior abastecimento de várias localidades.

Os depósitos das aldeias de Moimenta da Serra e Lagarinhos, no concelho de Gouveia, e das localidades de Paranhos da Beira, Figueiredo e Pereiro, em Seia, esgotaram ao final da manhã de domingo.

Esta situação obrigou as respetivas autarquias e a empresa Águas do Vale do Tejo, que detém a concessão do abastecimento, a recorrer a medidas extraordinárias: "Foi necessária a ajuda dos bombeiros que, com o auxílio de camiões cisterna abasteceram os depósitos de água das aldeias até a situação ficar resolvida ao final da tarde de segunda-feira", adiantou ao CM Luciano Ribeiro, vereador com o pelouro das infraestruturas na Câmara Municipal de Seia.

Apesar da situação estar normalizada, o autarca reclama obras no açude da Senhora do Desterro por parte da EDP e da Águas do Vale do Tejo.

"Um cenário de enxurrada é imprevisível e, tendo em conta a destruição causada pelos incêndios dos últimos anos, causará sempre constrangimentos, mas se o açude for intervencionado e se se aumentar a capacidade de armazenamento de água na Estação de Tratamento, então o problema pode ser atenuado e evita-se a falta de água nas aldeias", remata o vereador.

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