Correio da Manhã

Más práticas danificam sistemas de esgotos
Foto Mariline Alves
Por Beatriz Garcia | 08:38
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Águas do Tejo Atlântico organizaram visita à rede de Lisboa.

O despejo de cotonetes, sapatos, roupas, preservativos e pensos higiénicos na rede de esgotos de Lisboa é um "mau" comportamento dos cidadãos, que todos os anos danifica os sistemas da Estação de Tratamentos de Águas Residuais (ETAR) de Alcântara.

Segundo Nuno Pereira, administrador das Águas do Tejo Atlântico - empresa responsável pelo saneamento de águas residuais da Grande Lisboa e Oeste - "há sistemas de gradagem que não funcionam corretamente e que têm custos de manutenção".

Ao CM, a empresa explicou que o despejo de materiais impróprios para o esgoto corresponde a um prejuízo anual entre 15% e 20% do custo total dos sistemas de manutenção da ETAR de Alcântara.

Através de uma "ação de sensibilização e educação", a Águas do Tejo Atlântico, em parceria com a Ciência Viva, Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, organizaram um programa de visitas a estações de tratamento de águas de várias regiões do País para alertar para este problema.

Cerca de 20 pessoas visitaram ontem os esgotos da capital: o sistema de controlo de caudal, no Terreiro do Paço, que recebe as águas residuais da zona da Baixa da cidade; o caneiro de Alcântara, que transporta águas da zona norte de Lisboa e da Amadora; a Estação Elevatória das Agências, no Cais do Sodré; e infraestrutura que eleva e encaminha as águas até ao último local, a Estação de Tratamentos de Águas Residuais (ETAR) de Alcântara.

A estação funciona como Fábrica de Água, onde, além da limpeza das sujidades da água (lamas, areias e lixo), é feita a reutilização das lamas para a compostagem.

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