Correio da Manhã

Município de Lisboa sem meios para limpar o lixo da cidade
Foto Tiago Petinga
Foto Tiago Petinga
Foto Vítor Mota
Por Beatriz Garcia | 09:00
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Risco para a saúde pública na maior cidade do País.

Quem mora e trabalha em Lisboa tem convivido nos últimos meses com o excesso de lixo nas ruas. Bairros históricos, zonas turísticas e locais de diversão, nada escapa ao acumular de dejetos na via pública.

O Bairro Alto é uma das zonas mais sujas da capital: caixas de pizza, copos deixados nos rodapés das portas, são uma das ‘imagens’ deixadas quase todas as noites pelos frequentadores do bairro. Os moradores culpam o aumento do turismo, a ausência de meios de limpeza e a falta de civismo da população.

O presidente da Associação de Moradores da Misericórdia (onde se localiza o Bairro Alto e o Cais do Sodré), Luís Paisana, diz à Lusa que o turismo não tem permitido "aos serviços de limpeza encararem esta realidade de 32 toneladas [de lixo] por dia". O lixo no chão além de ser um risco para a saúde pública, "atrai ratos, baratas e pombos".

A presidente da junta, Carla Madeira, reconhece o problema e diz que tem notado a diminuição no número de recolhas (uma responsabilidade do município) em algumas zonas da freguesia. Já quanto à varredura e lavagem das ruas, competência das juntas, justifica com a falta de recursos humanos.

Também na Estrela o acumular de lixo está a indignar quem lá vive e paga impostos. Em junho, foram feitas 253 queixas relativas ao lixo. Em julho, foram 171. "As reclamações incidem sobretudo no lixo depositado junto aos ecopontos, nas esquinas, em becos e junto a árvores", explica o presidente da junta, Luís Newton.

Noutras zonas da cidade, como São Domingos de Benfica e Benfica, os monos incluem sofás, madeiras e cadeiras de escritório.

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