Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
4

270 moradores realojados em meio ano no bairro do Aleixo

Rui Moreira diz que os prédios já não são recuperáveis e não têm sequer condições dignas.
Ágata Rodrigues 11 de Setembro de 2018 às 10:45
Rui Moreira
Bairro do Aleixo, no Porto
Assembleia Municipal do Porto, Bairro do Aleixo, Rui Moreira, construção e obras públicas, economia, negócios e finanças, autoridades locais, política
Bairro do Aleixo, no Porto
bairro do aleixo, porto, explosivos, implosão, torre
Rui Moreira
Bairro do Aleixo, no Porto
Assembleia Municipal do Porto, Bairro do Aleixo, Rui Moreira, construção e obras públicas, economia, negócios e finanças, autoridades locais, política
Bairro do Aleixo, no Porto
bairro do aleixo, porto, explosivos, implosão, torre
Rui Moreira
Bairro do Aleixo, no Porto
Assembleia Municipal do Porto, Bairro do Aleixo, Rui Moreira, construção e obras públicas, economia, negócios e finanças, autoridades locais, política
Bairro do Aleixo, no Porto
bairro do aleixo, porto, explosivos, implosão, torre
A Câmara do Porto vai realojar em habitação municipal, no prazo máximo de seis meses, as 270 pessoas que vivem nas três torres do bairro do Aleixo porque os imóveis, segundo o edil Rui Moreira, "não são recuperáveis".

O autarca explicou que decidiu realojar "o mais rapidamente possível" todas as famílias que ocupam 89 frações já que uma "vida digna não é possível naquelas condições".

A solução passa por realojá-las em "habitação municipal que vai vagando" e "alguma da pouca habitação que foi entregue pelo fundo imobiliário".

"E com esta decisão, resolvemos, pelo menos, a questão da dignidade e condições de habitabilidade", disse Rui Moreira.
Já quanto ao Fundo do Aleixo, constituído pelo anterior presidente, Rui Rio, o edil afirmou estar a ser estudada uma solução definitiva.

"Acredito que será possível encontrar uma solução rápida que, a seu tempo, anunciaremos. O Fundo e o bairro do Aleixo formavam seguramente um dos problemas de resolução mais complexa que encontrámos à nossa chegada, há cinco anos", realçou.

A ideia do anterior Executivo passava pela constituição de um fundo onde a câmara era parceira de privados e que visava desalojar os moradores, transferi-los para habitação construída pelo fundo, demolir as torres e desenvolver um projeto urbanístico 100% de luxo.

Moreira recordou que, à sua chegada, o Fundo do Aleixo estava sem capital, quase a ser compulsivamente extinto. Salientou que tentou "salvar a herança", tendo sido encontrado novo investidor (Mota-Engil) que ajudou a recapitalizá-lo.

O bairro do Aleixo era constituído por cinco torres, das quais restam apenas duas, depois de a torre 5 ter sido demolida em 2011 e a 4 em 2013.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)