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Correio da Manhã

Portugal
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97 milhões para prédio onde mataram Gisberta

'Pão de Açúcar', no Porto, passa a Edifício Pacífico e albergará hotel, escritórios e supermercado.
Sérgio Pereira Cardoso 17 de Outubro de 2019 às 08:21
Projeto da Lucios Real Estate no prédio que foi palco de um crime hediondo, em 2006
Edifício Pacífico terá casas, escritórios, um supermercado, um ginásio e um hotel com 231 quartos
Projeto da Lucios Real Estate no prédio que foi palco de um crime hediondo, em 2006
Edifício Pacífico terá casas, escritórios, um supermercado, um ginásio e um hotel com 231 quartos
Projeto da Lucios Real Estate no prédio que foi palco de um crime hediondo, em 2006
Edifício Pacífico terá casas, escritórios, um supermercado, um ginásio e um hotel com 231 quartos
O ‘Pão de Açúcar’, prédio inacabado onde foi assassinada a transexual Gisberta, às mãos de um grupo de 14 rapazes, em fevereiro de 2006, dará lugar ao Edifício Pacífico, projeto com um investimento de 97 milhões de euros e que incluirá novos espaços comerciais, serviços, residências e um hotel de 231 quartos.

A história do edifício localizado entre a avenida Fernão de Magalhães e a rua dos Abraços, junto ao Campo 24 de Agosto, no centro do Porto, já leva mais de três décadas. A primeira pedra foi lançada em 1974, altura em que se iniciou a construção daquilo que seria um parque de estacionamento e uma galeria comercial. Mas a obra prolongou-se no tempo e acabou suspensa no início dos anos 90.

Esse prédio inacabado foi palco de um homicídio que chocou o País, quando uma transexual brasileira, sem-abrigo, que ali pernoitava, foi espancada e atirada para um poço com água por um grupo de 14 jovens. Tornou-se um símbolo do movimento LGBT, num caso retratado no romance ‘Pão de Açúcar’, com que Afonso Reis Cabral arrecadou o Prémio Literário José Saramago deste ano.

Agora, numa solução da empresa Lucios Real Estate, o projeto inicial será todo reformulado. Nascerá o Edifício Pacífico, que ocupará a área de cerca de 49 000 m2, com um supermercado, um ginásio, escritórios, residências e um hotel de 231 quartos, prevendo-se a criação de mais de 800 postos de trabalho.

"É, provavelmente, o grande projeto do centro do Porto dos últimos anos", refere a administração do Grupo Azevedo’s, detentor da Lucios Real Estate. A conclusão da obra está prevista para o final de 2022.
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